quarta-feira, 25 de junho de 2014

COMISSÃO APROVA " INFLAÇÃO GRAVE " PARA USO DE VAGAS PARA DEFICIENTES

Posted: 25 Jun 2014 04:47 AM PDT
Vagas preferenciaisA Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto que considera infração de trânsito grave o estacionamento irregular em vagas destinadas a pessoas com deficiência e idosos (PL 4124/98). Os veículos que estacionarem nesses locais estarão sujeitos, além da multa, à remoção ao depósito de automóveis apreendidos.
O projeto, de autoria do ex-deputado Paulo Rocha (PA), já havia sido aprovado pela Câmara, mas sofreu modificações do Senado e teve que retornar para nova apreciação. Entre as modificações realizadas no Senado está uma pena menor para quem estacionar em vagas reservadas a pessoas com deficiência e idosos – a Câmara havia aprovado infração gravíssima. Atualmente, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), a multa é de natureza leve.
As modificações foram acolhidas na Comissão de Viação e Transportes, após a aprovação do parecer do relator, deputado Milton Monti (PR-SP). Ele considerou “acertada a proposta do Senado de rebaixar a classificação inicial de gravíssima para grave, que melhor se adequa à dosimetria prevista no código”.
O secretário do Idoso do Distrito Federal, Ricardo Quirino, elogiou a aprovação do projeto e defendeu o aumento de campanhas educativas. “Sou a favor do projeto. Campanhas devem ser realizadas, mas aqueles que não querem obedecer e se adequar ao que a lei diz, devem ser punidos com o rigor da lei”, afirmou.
Tramitação
O projeto que tramitou por quase seis anos no Senado segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara
Fonte: Portal do Trânsito
  

domingo, 22 de junho de 2014

A NOSSA LUZ PRÓPRIA

A NOSSA LUZ PRÓPRIA
Na Gênese, primeiro livro de Moisés, capítulo 1, versículos 3 e 4, lemos:
"Disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que a luz era boa; e fez a separação entre a luz e as trevas."

Aqui, a narrativa da criação, "desde o primeiro dia", na forma alegórica, que colocamos para ilustrar a importância da luz nas nossas vidas.
Primordialmente, o nosso sol está no início da vida e foi considerado um deus na religião de muitos povos da antiguidade. Particularmente, foi cultuado no antigo Egito dos faraós, onde estes eram considerados divinos, filhos do deus solar.

Com efeito, segundo João 1: 9 Jesus é "a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina a todos".
Quando nascemos, disseram da nossa mãe: ela deu à luz. O símbolo do nosso nascimento é uma estrela que evoca a luz.
Todas as criaturas almejam a luz; se estamos nas trevas e vemos um foco de luz a ele nos direcionamos. Até os vegetais, quando crescem, buscam a luz e com esta ocorre a fotossíntese produzindo o oxigênio indispensável à vida.
Enfim, sem a luz natural do sol não há vida e, também, dependemos da luz artificial para nos movimentarmos; sem esta, teríamos a inércia. Desde as primeiras eras, o homem se preocupou com a iluminação dos ambientes em que se situa: reportamo-nos às tochas e archotes...
Não é possível fazer trevas; se o fosse, teríamos um interruptor para fazê-las. Assim, somente a luz é real e as trevas são, apenas, as ausências da luz.
Tais considerações são relativas à luz material. E a luz espiritual?
"Uma vez que a visão espiritual não se efetua pelos olhos do corpo, é que a percepção das coisas não ocorre pela luz comum: com efeito, a luz material está feita para o mundo material; para o mundo espiritual existe uma luz especial [...] Há, pois, a luz material e a luz espiritual. A primeira tem focos circunscritos nos corpos luminosos; a segunda tem seu foco por toda a parte: é a razão pela qual não há obstáculos para a visão espiritual; [...] O mundo espiritual é, pois, iluminado pela luz espiritual, que tem seus efeitos próprios, como o mundo material é iluminado pela luz solar." [1]
Temos que buscar, acima de tudo, a luz que representa o nosso crescimento moral e espiritual, a nossa luz própria; para tanto, temos que considerar a diferença entre crença e iluminação, conforme a seguinte lição de Emmanuel:
[...] "O que crê, apenas admite; mas o que se ilumina vibra e sente. O primeiro depende dos elementos externos, nos quais coloca o objeto da sua crença; o segundo é livre das influências exteriores, porque há bastante luz no seu próprio íntimo, de modo a vencer corajosamente nas provações a que foi conduzido no mundo." [2]
Enfatizamos que a nossa luz própria será o resultado das nossas conquistas morais e espirituais; logo, cabe-nos iniciar, desde já, o trabalho de iluminação que se faz abeberando-se do Evangelho de Jesus, redivivo pelos postulados espíritas, conforme outra lição de Emmanuel:
"[...] voltemos aos nossos propósitos, cumprindo-nos reconhecer nos evangelhos uma luz maravilhosa e divina, que o escoar incessante dos séculos só tem podido avivar e reacender. E que eles guardam a súmula de todos os compêndios de paz e de verdade para a vida dos homens, constituindo o roteiro de luz e de amor, através do qual todas as almas podem ascender às luminosas montanhas da sabedoria dos céus." [3]
Outrossim, a nossa luz própria propicia um modo de ver superior. Superior no sentido de ver o lado bom das pessoas, coisas e acontecimentos, pela iluminação que nos é inerente; porquanto, o lado mal, nós já o passamos e superamos; temos que respeitar àqueles que ainda estão na fase de superação. Neste entendimento, quanto mais vermos, com bons olhos, os nossos semelhantes e irmãos perante o nosso criador, mais luminosos nos tornaremos.
"São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!" (Mateus 6: 22/23)
Nascemos. Vivemos. Jovens, nos tornamos velhos. Velhos, apenas os nossos corpos que estão sujeitos aos desgastes face ao tempo, doenças e término da vitalidade. Contudo, podemos, através de uma vivência sadia espiritualmente considerada, melhorar, rejuvenescer os nossos corpos espirituais - períspiritos - e, ao deixarmos este plano, adentrarmos noutra dimensão da vida, nos tornar mais belos, mais dignos das bênçãos do Criador e da Espiritualidade Maior.
Evidentemente, temos que cuidar dos nossos corpos perecíveis; todavia, não como o fazem aqueles que, com exclusividade, cuidam da beleza exterior, até fazendo cirurgias plásticas, olvidando ou nem sequer cogitando sobre os corpos espirituais, pré-existentes, modeladores dos corpos atuais e sobreviventes na imortalidade.
Pela nossa desmaterialização e consequente espiritualização, vamos despojando a matéria mais grosseira e carreando conosco o que é de mais belo e sutil.
Enfim, os nossos corpos perecíveis ficam velhos, feios, mas os nossos períspiritos, segundo os nossos pensamentos e ações positivas, ficam novos, belos, luminosos e, aí, estaremos cumprindo a determinação amorável do nosso Mestre Jesus, portando-nos como seus lídimos seguidores:
"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa. Assim, brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5: 14 - 16)
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Bibliografia:
[1] A Gênese, Allan Kardec, Cap. XIV, nº 24, pág. 253, Trad. Salvador Gentile, 18ª Ed. IDE - 1988.
[2] O Consolador, Emmanuel, psic. F. Cândido Xavier, 2ª Parte, IV, pág. 132, 6ª Ed. FEB - 1976.
[3] A Caminho da Luz, Emmanuel, psic. F. Cândido Xavier, Cap. XIV, pág. 129, Ed. FEB - 1972.
Julio Laurentino de Lima -
(Artigo publicado na Revista Internacional de Espiritismo, mês de Janeiro/07, pág. 649)

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formatação e pesquisa: MILTER - 22-06-2014

sábado, 29 de março de 2014

O MEU CAMINHO PARA QUARESMA!

O MEU CAMINHO PARA QUARESMA!

Jejuarei de julgar os outros.
- Descobrirei Cristo que vive neles!
Jejuarei de palavras que ferem.
-Direi frases que curam!
Jejuarei do egoismo.
-Procurarei viver com paciência!
Jejuarei do Pessimismo.
-Encher-me-ei de esperança!
Jejuarei das preocupações.
-Confiarei mais em Deus!
Jejuarei das queixas.
-Darei Graças a Deus pela maravilha da vida!
Jejuarei das angustias.
-Rezarei com mais frequência!
Jejuarei da amargura.
-Praticarei mais o perdão!
Jejuarei da importância que dou a mim mesmo.
-Serei mais compassivo com os outros!
Jejuarei das preocupações com minhas coisas.
-Comprometi-rei mais com o anuncio do Reino!
Jejuarei do pessimismo e desalento.
-Encher-me-ei do entusiasmo e da fé!
Jejuarei de tudo aquilo que me separa de Jesus.
-Tentarei viver mais perto d'Ele!  





QUANDO O FILHO PASSA A SER "PAI DE SEU PAI"

QUANDO O FILHO PASSA A SER "PAI DO SEU PAI"

" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e
— Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "
(Autor desconhecido)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

UM TRATAMENTO ESPECÍFICO PARA A ESCLERODERMIA

Reumatologia

Um tratamento específicos para a esclerodermia?

Publicado em: 27 fevereiro de 2014
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Um anticorpo monoclonal que se liga ao receptor de interferão-alfa Tipo 1 mostrou um perfil de segurança aceitável e em um ensaio de fase I para a esclerose sistémica, mas a eficácia foi menos clara.anticorpo monoclonal que se liga ao receptor de interferão-alfa Tipo 1 mostrou um perfil de segurança aceitável em um estudo de fase I para a esclerose sistémica, mas a eficácia foi menos clara.
"Este foi um estudo de fase I, sem um braço placebo e não foi desenhado para a eficácia", observou o investigador principal Avram Goldberg, MD , que dirige o Centro de Tratamento de Esclerodermia e de Raynaud na Hofstra North Shore LIJ School of Medicine, em Hempstead, NYCentro de Tratamento de Hofstra North Shore LIJ School of Medicine , em Hempstead, NY
"Infelizmente, não foram evidentes as tendências de eficácia clínica, que eram aparentes no presente estudo. Alguns pacientes individuais teve melhorias em várias manifestações da doença, mas uma tendência particular não foi observada," Goldberg explicou MedPage hoje.
O tratamento atual para a esclerodermia se concentra em aliviar os sintomas da doença, e nenhum tratamento eficaz modificadoras da doença estão disponíveis. Doses elevadas de esteróides e imunossupressores tem sido usado, mas o tratamento com esteróides tem sido associada a crise renal potencialmente letal e agentes supressores imunitários podem ser tóxicos e perde eficácia na doença mais tarde.
"Considerando-se a alta mortalidade de [esclerose sistêmica], há uma necessidade não satisfeita significativa para novas terapias que controlem de forma clara ou alterar os caminhos de fibrose aberrantes da doença, com toxicidades aceitáveis", Goldberg e colegas escreveram online no Arthritis Research & Therapy .esclerose sistêmica ], há uma necessidade não satisfeita significativa para novas terapias que controlem de forma clara ou alterar os caminhos de fibrose aberrantes da doença, com toxicidades aceitáveis ​​", Goldberg e colegas escreveram on-line em
Uma pesquisa recente sugeriu que os interferons do tipo 1 pode contribuir para o desenvolvimento da esclerose sistêmica, com o aumento dos níveis dessas proteínas serem vistos e genes induzidos pelo interferão sendo upregulated em indivíduos afetados.
Para avaliar os efeitos do direcionamento a via de sinalização relevante, os pesquisadores inscritos 34 pacientes que tiveram pelo menos um grau moderado de espessamento da pele, atribuindo-lhes a vários de dose única ou de múltiplas doses crescentes regimes do anticorpo monoclonal conhecido como MEDI-546. Mais de 90% tinham difundir esclerose sistêmica cutânea acompanhada de fenômeno de Raynaud.
Na avaliação de segurança, todos os pacientes tiveram pelo menos um evento adverso, sendo o infecções mais comuns do trato respiratório superior, dor de cabeça, náusea e diarréia.avaliação de segurança , todos os pacientes tiveram pelo menos um evento adverso, sendo o infecções mais comuns do trato respiratório superior, dor de cabeça, náusea e diarréia.
Um paciente foi posteriormente diagnosticado com leucemia mielóide crônica e outro teve uma reacção à perfusão. Os números experimentando reativações virais foram baixos, os pesquisadores notaram.
No início do estudo, 22 dos pacientes tinha assinaturas do tipo 1 do gene interferão positivos detectados no sangue. Na metade deste grupo, a assinatura do gene foi inibida em pelo menos 70% após 2 semanas.
Assinaturas genéticas de Linha de Base em pele foram identificados em 15 pacientes. Para os pacientes que recebem os regimes de dose única, estas assinaturas genéticas diminuiu após uma semana, e para aqueles que recebem regimes de doses múltiplas, a supressão foi visto por um mês.
"O principal" benefício "que vimos a partir deste estudo foi a capacidade de normalizar os níveis de interferon em pacientes com esclerodermia e uma assinatura interferon positivo", explicou Goldberg.
"O efeito clínico exato de isso ainda não está claro. Há implicações isso porque normaliza interferon, a droga pode ter benefício em várias doenças auto-imunes, incluindo lúpus, miopatias inflamatórias, e esclerodermia", disse ele em um email.
"Este estudo apoia o desenvolvimento clínico continuado de MEDI-546" como um tratamento para a esclerose sistêmica ou outras condições relacionadas com o interferon, concluíram os pesquisadores. Trials no lúpus eritematoso sistêmico estão em andamento.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

VINHO SEIS BONS MOTIVOS PARA VOCÊ CONSUMIR

Vinho: seis bons motivos para você consumir

Bebida previne câncer, aumenta o desejo sexual e até controla o peso

POR ANA MARIA MADEIRA - PUBLICADO EM 28/09/2010
Jantar à luz de velas, reunião com a família, diversão com os amigos, acompanhando aquele prato especial ou numa noite fria: o vinho dá um toque nobre a qualquer momento. E não é só o paladar que sai ganhando com o consumo da bebida. A sua saúde também sente os efeitos graças às substâncias que a bebida carrega. Rico em antioxidantes, os polifenóis e os flavonoides, o vinho traz benefícios ao coração, a libido, à dieta e ainda combate o envelhecimento precoce.

"Isso se deve mais especificamente ao polifenol chamado de transresveratrol, presente nas cascas das uvas tintas, o que mais influência tem sobre nosso corpo, especialmente no que diz respeito à formação do colesterol bom", explica a nutricionista Greice Carolina. Mas nada de se embriagar. Para colher as vantagens da bebida dos deuses, o consumo deve ser moderado, uma taça por dia. Confira a seguir seis motivos já comprovados pela ciência para beber vinho. 
  • homem enchendo uma taça de vinho - Foto: Getty Images
  • taças de vinho branco e tinto - Foto: Getty Images
  • casal bebendo vinho - Foto: Getty Images
  • mulher em cima de uma balança - Foto: Getty Images
  • casal de meia idade alongando - Foto: Getty Images
  • mulher pensando - Foto: Getty Images
 
 
DE 6
homem enchendo uma taça de vinho - Foto: Getty Images

Afasta o risco de câncer

Estudos realizados pela Universidade de Harvard (EUA) diz que o alto consumo de azeite e vinho, produtos que contém propriedades antioxidantes, é capaz de diminuir em 24% o risco de uma pessoa vir a sofrer de câncer. Por oito anos, os pesquisadores acompanharam de perto os hábitos alimentares de quase 26 mil gregos, que seguem a conhecida dieta mediterrânea. "Essa dieta é composta por azeitonas e azeites, grãos inteiros, pouca carne vermelha e muitos vegetais, peixes e frutos secos é bem diferente dos padrões brasileiros, mas deveria ser seguida em todo o mundo devido a sua ótima composição nutricional", enfatiza a chefe da equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella.  
taças de vinho branco e tinto - Foto: Getty Images

Qual seu sabor favorito?

Na hora de escolher o vinho você vai direto naqueles que são mais secos e "amarram" a boca? Ou prefere os mais suaves e até doces? Sua decisão pode revelar muito sobre sua personalidade, de acordo com um estudo realizado na Austrália e na Grã-Bretanha. A pesquisa sugere que pessoas que preferem vinhos de sabor doce apresentam uma maior tendência a serem impulsivas. Já aquelas que optam por vinhos secos, são mais simpáticas e abertas. A pesquisa aconteceu com 45 pessoas da cidade de Sheffield, na Inglaterra, que cultivam o costume de consumir a bebida diariamente.

Os voluntários foram divididos em dois grupos, segundo a preferência por doce ou seco. Os participantes também foram submetidos a testes de personalidade, para avaliar sua impulsividade, abertura na convivência social, empatia e extroversão. De acordo com os cientistas, as pessoas possuem uma tendência maior em optar pelo vinho doce, o que seria uma escolha mais simples e clara, por isso o grupo pode ser considerado mais impulsivo. "Mas vale lembrar que o vinho tinto é o que possui maiores concentrações de antioxidantes", diz Greice Carolina. 
casal bebendo vinho - Foto: Getty Images

Melhora a libido

Muitas mulheres afirmam que já sentiram sua libido à flor da pele depois de beber vinho. Não é à toa. O poder afrodisíaco do vinho tinto pode ser comprovado cientificamente por uma pesquisa realizada pela Universidade de Florença (Itália), que indica que a bebida serve como ativador do desejo sexual feminino. O estudo aconteceu com cerca de 800 mulheres que responderam questões ligadas ao consumo do vinho e à rotina sexual. O resultado mostrou que aquelas participantes que consumiram uma ou duas taças da bebida por dia apresentam um desejo sexual muito maior do que aquelas que não consumiram nenhuma dose de vinho tinto, de acordo com as respostas do questionário. No entanto, em grandes quantidades, o álcool pode diminuir o desejo sexual e até causar impotência.  
mulher em cima de uma balança - Foto: Getty Images

Evita o ganho de peso

Mais um benefício para a ala feminina. Um estudo do Brigham and Women's Hospital Boston, nos Estados Unidos, que avaliou mais de 19 mil mulheres por um período de 13 anos, concluiu que abolir o consumo de álcool da dieta não representa, necessariamente um menor ganho de peso das mulheres. A partir do relato das participantes sobre sua ingestão de álcool, foi revelado que as abstêmias correm maior risco de engordar do que as que bebem moderadamente. O mais eficiente para evitar o ganho de peso foi o vinho tinto, seguido de outras bebidas como a cerveja, o vinho branco e o licor. Uma pesquisa de 1997, desenvolvida na Universidade do Colorado (EUA), concluiu que homens saudáveis podem beber até duas taças de vinho diárias sem ganho de peso. "O vinho é uma bebida relativamente calórica, com 65 kcal por taça. No entanto, o que vale mesmo é beber pouco, tanto para o bem de sua saúde, quanto para não fazer a dieta ir para o espaço", explica Roberta.  
casal de meia idade alongando - Foto: Getty Images

Combate às dores articulares

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, revelou que os polifenois, grupo do qual o resveratrol faz parte, também tem capacidade analgésica, principalmente em pacientes vítimas de artrite. Os efeitos analgésicos, ainda que em baixa quantidade como mostram os estudos, devem-se às características anti-inflamatórias da substância.  
mulher pensando - Foto: Getty Images

Cérebro afiado

Uma recente pesquisa descobriu que vinho, chocolate e chá possuem algo em comum. A pesquisa publicada no Journal of Nutrition investigou o efeito desses três alimentos sobre o desempenho cerebral. Mais de dois mil noruegueses com idade entre 70 e 74 anos foram submetidos a testes cognitivos e a um questionário sobre hábitos alimentares incluindo o consumo dos três alimentos pesquisados. E o resultado foi que indivíduos que consumiam vinho, chocolate ou chá apresentavam melhores pontuações em testes cognitivos. Essa associação foi independente para cada um dos alimentos, mais expressiva no caso do vinho, ou ainda mais significativa em indivíduos que consumiam regularmente os três alimentos. "Uma boa receita para o cérebro pode ser um cálice de vinho tinto à refeição, um pedacinho de chocolate amargo na sobremesa e um chá verde antes de sair da mesa. Pra melhorar, só se tiver um peixe rico em ômega 3 como prato principal", ressalta o neurologista da Unicamp, Ricardo Teixeira. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

LI E GOSTEI ESPERO QUE GOSTEM
Pai de meu pai

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação.
Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo Zé acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
– Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
– Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.
Fonte: JORNAL ZERO HORA