domingo, 23 de novembro de 2014

ESPIRITAS, APASCENTAI MINHAS OVELHAS

 


 


ESPÍRITAS, APASCENTAI MINHAS OVELHAS        
             por Bezerra de Menezes
  
Meus filhos,

A obra do Evangelho no mundo não se impõe como a aplicação da lei humana, porque exorbita as questões meramente terrenas, em seu sentido mais prosaico. Apesar de abrangê-las e mesmo azeitá-las em suas potencialidades, arranjos e objetivos imediatos, ela transcende o especificamente humano pelo fato mesmo da transcendência natural do espírito.
O estabelecimento da Boa Nova, em nosso mundo acanhado de flores morais, não se estabeleceu, ainda, em decorrência não apenas da imaturidade espiritual predominante nestas plagas, mas também pela timidez e comodidade de muitos dos que se intitulam discípulos do Senhor.
O conhecimento e a postura altiva, conquanto expressem conteúdo e determinação operacional, não prescindem do alimento essencial para a sua edificação segura e sustentável, como no episódio da casa construída sobre a rocha, capaz de resistir às tempestades e aos vendavais. Este alimento que lhe é imprescindível e necessário chama-se amor.
Em sua terceira aparição aos apóstolos, após a sua morte física, Jesus reafirma e os faz recordar dos objetivos e das bases de sua campanha redentora, logo em sequência ao episódio da indicação para a pesca que lhes saciaria a fome e as necessidades existenciais terrenas.
Com voz suave, mas firme, pergunta a Simão Pedro: “Pedro, filho de Jonas, tu me amas?”, ao que lhe respondeu o seguidor empolgado: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. –“Apascenta as minhas ovelhas!". Depois de breve pausa, Jesus repete a pergunta: “Pedro, tu me amas?” e a mesma resposta se faz: “Sim, Mestre, tu sabes que eu te amo!”... –“Apascenta minhas ovelhas!”. E quando Jesus, pela terceira vez, refaz o questionamento, o apóstolo, se entristecendo, por imaginar que Jesus punha alguma dúvida sobre o seu sentimento para com ele, ainda outra vez reafirma: “Sim, Senhor, tu, que tudo conheces, sabes o quanto eu te amo!”. E repetindo, enfático, Jesus lhe fala: “Apascenta as minhas ovelhas!”**.
Somente, então, o velho apóstolo dá-se conta de que a tarefa que lhe cabia era a de conduzir, iluminar, consolar e levar o refrigério, a esperança e a alegria ao coração de todos os seus irmãos em Humanidade, não como o comando dos governantes, nem a arrogância dos orgulhosos ou a rigidez dos julgamentos implacáveis e a aridez das leis humanas ou, ainda, com a impertinência dos insensíveis.
Apascentar, na acepção evangélica, é conduzir sob o influxo do sentimento que nos favorece a compreensão dos nossos laços fraternos e a humildade sincera no trato com os diferentes em seu momento evolutivo, e, por isso mesmo, semear o Bem sem aguardar recompensa ou o fruto imediato da semeadura árdua...
Hoje, ecoa pelos evos, em nosso inconsciente coletivo, aquelas mesmas palavras do meigo Rabi da Galileia: “Espíritas, vós me amais?... Então, apascentai as minhas ovelhas!”.
As ovelhas do aprisco do Cristo são toda a Humanidade. Mas Jesus facilita-nos a tarefa e não nos impõe a todos maiores deslocamentos, posto que essas mesmas ovelhas se nos apresentam na figura do nosso próximo mais próximo: na família, entre os companheiros do cotidiano e os que nos parecem ou se entendem nossos inimigos.
Mas nós, os que já nos permitimos reunir nesses pequenos focos de luz que cintilam na bandeira dadivosa do Cristianismo, sob o estandarte do Espiritismo, que são os Centros Espíritas, precisamos atender imediatamente ao convite de Jesus:
“Espíritas, amai-vos uns aos outros e apascentai as minhas ovelhas, cumprindo o papel da Humildade e da Caridade, em treinamento constante, nas vossas relações na Casa Espírita!”.
O servo humílimo e paternal de sempre,
** João, 21: 15 – 17.

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formatação e pesquisa: MILTER - 23-11-2014

domingo, 16 de novembro de 2014



DESCULPAR

"Jesus lhe disse: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete"
(Mateus, 18:22.)
 
Atende ao dever da desculpa infatigável diante de todas as vitimas do mal para que a vitória do bem não se faça tardia.
 
Decerto que o mal contará com os empreiteiros que a Lei do Senhor julgará no momento oportuno, entretanto, em nossa feição de criaturas igualmente imperfeitas, suscetíveis de acolher-lhe a influência, vale perdoar sem condição e sem preço, para que o poder de semelhantes intérpretes da sombra se reduza até a integral extinção.
 
Recorda que acima da crueldade encontramos junto de nós a ignorância e o infortúnio que nos cabe socorrer cada dia.
 
Quem poderá, com os olhos do corpo físico, medir a extensão da treva sobre as mãos que se envolvem no espinheiral do crime? Quem, na sombra terrestre, distinguirá toda a percentagem de dor e necessidade que produz o desespero e a revolta.
 
Dispõe-te a desculpar hoje, infinitamente, para que amanhã sejas também desculpado.
 
Observa o quadro em que respiras e reconhecerás que a natureza é pródiga de lições no capítulo da bondade.
 
O sol releva, generoso, o monturo que o injuria, convertendo-o sem alarde em recurso fertilizante.
 
O odor miasmático do pântano, para aquele que entende as angústias da gleba, não será mensagem de podridão, mas sim rogativa comovente, para que se lhe dê a benção do reajuste, de modo a transformar-se em terra produtiva.
 
Tudo na vida roga entendimento e caridade para que a caridade e o entendimento nos orientem as horas.
 
Não olvides que a própria noite na terra uma pausa de esquecimento para que aprendemos a ciência do recomeço, em cada alvorada nova.
 
"Faze a outrem aquilo que desejas te seja feito" - advertiu-nos o Amigo Excelso.
 
E somente na desculpa incessante de nossas faltas recíprocas, com o amparo do silêncio e com a força de humildade, é que atingiremos, em passo definitivo, o reino do eterno bem.
 
(Livro Ceifa de Luz – Francisco Candido Xavier)

domingo, 9 de novembro de 2014

 


A arte da aceitação

 
       “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”
       “... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)
 
       Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.
 
       Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade.
 
       A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
 
       A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
 
        Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instintiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
 
        Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.
 
        Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.
 
        Auto aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos.         A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
 
        Diz o texto: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
 
        Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
 
        Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir rea­lidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.
 
(Francisco do Espírito Santo por Hammed. In: Renovando Atitudes)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DROGAS - UMA GUERRA PERDIDA?


DROGAS - UMA GUERRA PERDIDA?

DROGAS – UMA GUERRA PERDIDA?

Dos males da modernidade, talvez nenhum se equipare à ampla proliferação das drogas.
Vidas individuais, famílias e crianças reduzidas a farrapos humanos, dejetos decorrente do flagelo do vicio.
Numa esquina qualquer, de uma cracolândia qualquer de uma cidade brasileira qualquer, talvez a sua, um jovem acende um cachimbo de crack. Quantas vidas ainda serão reduzidas a farrapo humano, quantas vidas ainda haverão de se perder para sempre.
Para se entender a devastadora epidemia das drogas que assola a nossa sociedade, é preciso analisar o tema sob uma perspectiva mais ampla.
Não podemos abordar o tema sem fazer referencia às nossas fronteiras nacionais.
No cenário da geopolítica, o Brasil ocupa uma posição de relevância na complexa rede internacional do narcotráfico. O país possui cerca de 15 mil quilômetros de fronteiras, com fiscalização precária e mesmo inexistente, e alguns países vizinhos são considerados entre os maiores produtores mundiais de drogas.
COLÔMBIA; Maior produtor mundial de cocaína, com 68 mil hectares de cultivo de coca.
PERU; Segundo maior produtor, 59,9 hectares. Seguindo a tendência , devera superar a Colômbia nos próximos anos.
BOLÍVIA; Terceiro maior produtor de cocaína com 30,9 hectares de cultivo de coca.
PARAGUAI; Segundo maior produtor de maconha, apenas atrás do MÉXICO, o que leva os países andinos a produzir tanta droga são essencialmente questões econômicas. A maior parte que se dedicam ao cultivos não são os narcotraficantes, mas sim os produtores miseráveis deslumbrando um lucro maior do que se dedicarem ao cultivo de horte frutos tradicionais.
O processo de refino, transporte e comercialização tem rendidos aos narcotraficantes lucros astronômicos. Segundo a ONU, o trafico movimenta anualmente em todo mundo perto de 500 bilhões de dólares.
Grande parte das drogas produzidas pelos países andinos atravessam as fronteiras brasileiras e vão para a Europa e América do Norte e para distribuição no mercado interno brasileiro, onde a cada ano aumenta mais o numero de usuários.
Passam pelo território brasileiro, 43% da Colômbia, 38% do Peru e da Bolívia 19%, esta é a dimensão da droga que passa pelo Brasil de onde saem para o resto do mundo.
Ultimamente uma grande parcela da cocaína produzida se destina ao consumo brasileiro que vem crescendo assustadoramente nos últimos anos, onde o crime organizado segue a todo vapor.
Portanto enquanto houver gente consumindo droga, os aproveitadores da desgraça humana, os traficantes, darão um jeito de garantirem seus lucros.
É impossível fiscalizar todas as nossas fronteiras com dimensão continental, com a dificuldade da mais densa floresta a Amazônia, rios lagos e áreas pantanosas, A própria justiça reconhece a vulnerabilidade das nossas fronteiras estando entre as mais desguarnecidas do mundo. Um cenário de fronteiras sem dono.
Esta fragilidade faz com que tenhamos novos planejamentos de ataques, que é aquele em que as autoridades trabalhem no combate efetivo do trafico nas nossas cidades com uma politica mais dura e severa contra os narcotraficantes atingindo-os na sua parte mais vulnerável, os lucros.
Outra frente de ataque devera ser efetuada junto aos usuários, oferecendo além de clinicas especializadas que realmente visem à recuperação e não aos lucros. Estes tipos de atitudes certamente ira inibir a ação do trafico dificultando o comércio e por outro lado o usuário recuperado também ira contribuir para a queda do consumo das drogas.
Um maior policiamento junto ao usuário também ira inibir o numero de pequenos furtos, pois os mesmos vêm ocorrendo cada vez mais, pois estão em busca de meios para compra da droga.
Outra atitude que muito poderá contribuir é a volta da instituição “família”, que a muito deixou de existir, pois hoje com a necessidade de se auferir melhor renda financeira os filhos foram relegados ao segundo plano, deixando de existir o dialogo, atitude muito importante na educação familiar não deixando de orientação e alerta as nossas crianças sobres os efeitos maléficos das drogas e oferecendo a eles o nosso amor e carinho, com isto estaremos dificultando sua adoção pelos narcotraficantes.
Outras pessoas que poderão prestar muita ajuda serão os professores também na orientação e alerta em nossas escolas contra este grande mal que vêm tomando conta nas nossas escolas, ao perceberem atitudes suspeitas que avisem as autoridades para que tomem providencias inibindo a ação dos traficantes,
Creio que se unindo esforços e cumplicidade para diminuir o consumo da droga na sua origem de consumo “o dependente” estaremos também contribuindo para o insucesso dos narcotraficantes.
Se não conseguirmos estriparmos definitivamente as drogas do nosso meio, tenho a certeza que agindo de forma unida estaremos vencendo uma grande batalha na difícil guerra contra as drogas.





Publicado no site: O Melhor da Web em 07/11/2014
Código do Texto: 123145

QUANDO SOPRAR O VENTO

QUANDO SOPRAR O VENTO

QUANDO SOPRAR O VENTO
Se um dia chegar a hora de partir, 
Ouça o vento    cantar a nossa canção.
Mesmo depois da partida minh’alma te seguira
Para sempre, pois você é a razão do meu viver.
Não existira amor maior,
enquanto tivermos um ao outro. 
Sei que o sol estará brilhando aqui,
Bastara o vento soprar,
Para que ouça à nossa canção
Enquanto nosso amor existir bastara o vento soprar
Sentiremos a emoção deste amor tão lindo
E basta apenas você e eu num amor pleno
Em todos os sentidos, mesmo que passe muitos anos.
Pois tenho a convicção que este nosso amor será eterno.
Bastará apenas soprar o vento!    

José Marcos R.Santos
21/07/2014


Publicado no site: O Melhor da Web em 07/11/2014 
Código do Texto: 123147

domingo, 2 de novembro de 2014

ANTE AOS QUE PARTIRAM

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Ante os que partiram
 
 
É possível que nenhum sofrimento na Terra seja comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração enregelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.
Ver a névoa da morte estampar-se, inevitável, na fisionomia daqueles que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.
Digam aqueles que já apertaram contra o peito o corpo inerte de um ser amado, consumidos pela dor e pela angústia da separação.
Falem aqueles que, varados de saudade, inclinaram-se, esmagados de solidão, à frente de um túmulo, perguntando em vão pela presença dos que partiram.
Todavia, quando semelhante provação te bater à porta, reprime o desespero e dilui a corrente de mágoa, na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto amargo e revoltado lhes fustigam a alma.
Também eles pensam e lutam, sentem e choram.
Atravessaram a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram.
Ouvem-lhes as lamúrias e as súplicas e sofrem cada vez que os afetos deste plano da vida se rendem ao inconformismo ou ao desânimo.
Lamentam-se pelos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.
Estimulam-te à prática do bem, compartilhando contigo de dores e de alegrias.
Rejubilam-se com tuas vitórias e consolam-te nas horas amargas, para que não te percas no frio do desencanto.
Tranquiliza desse modo, aqueles que te antecederam no regresso à pátria espiritual, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.
Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, dividindo outra vez necessidades e problemas, porque terminarás tu também a própria viagem no mar das provas redentoras.
Para e pensa, pois, nessas questões.
Não obstante a morte imponha amargura e dor, frustração e lágrimas naqueles que ficam, vale a pena permaneças vigilante, a fim de evitar excessos que te impeçam de pensar com clareza.
A morte não é o fim absoluto da querida convivência dos que se prezam, dos que se amam.
Cultiva, então, o bom senso.
Sofre e chora, sem que o teu sofrimento perturbe os outros, sem que tuas lágrimas tragam desequilíbrio para tua intimidade.
Retira o bom aproveitamento do padecer, amadurecendo, superando-te, para que as tuas provações ou expiações humanas, de fato, façam-te avançar para Deus.
*   *   *
Chora teus mortos?
Então faze desse pranto um aceno de ternura e um bilhete de paz, onde tu digas aos amores desencarnados:
Permitiu Deus que te libertasses antes de mim, e eu disso queixo-me por egoísmo, porque preferiria ver-te ainda sujeito às penas e sofrimentos da vida.
Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.
Até breve e que Deus te abençoe, ser querido! 
 
Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 29 do livro Revelações da luz, pelo Espírito Camilo, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter  e no cap. Ante os que partiram,pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 02-11-2014



 

domingo, 26 de outubro de 2014

O PASSE

 

 

Passe
 
"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças."
Jesus (Mateus, 8:17)
 
Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.
 Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
 Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.
 No clima da prova e da angustia és portador da necessidade e do sofrimento.
 Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência.
 Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna.
 Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.
 O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade.
 Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.
 Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
 Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.
 O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias.
 Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por todos nós, porque, de conformidade com as letras sagradas, “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”
 
Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. “Segue-me!...”. Pelo Espírito Emmanuel. 7.ed. Matão, SP: Casa Editora O Clarim, 1994, “O Passe”. P. 131-132.