domingo, 21 de dezembro de 2014

O QUE É O NATAL?


frases natalinas

É NATAL!!
É Natal. Que permaneça nos homens o espírito fraternal que emana de todos os corações nesta Época.
Que permaneça nos homens essa vontade que brota com força em cada indivíduo, de ver o próximo ao menos um dia feliz.
E que não fique apenas nos dias que antecedem a véspera desta data, o desejo de ver o próximo sorrir…
Faça deste Natal a celebração do futuro.
Faça deste Natal um marco de partida para um modo de viver novo, voltado para o bem.
Faça deste Natal uma nova estrada em sua vida, que o conduzirá a um ponto comum a que todos devem chegar: O Homem.
Faça deste Natal o último degrau que o leve às estrelas, para que junto a elas, sob suas luzes você possa enxergar o seu interior, a sua retaguarda.
Que você veja os seus pés e tudo que paira sobre a sua cabeça.
E sob essas luzes, aproveite qualquer momento de reflexão para se aperceber de que na sua retaguarda, há dezenas querendo acompanhá-lo.
Sob os seus pés você verá centenas levantarem as mãos, pedindo-lhe ajuda e sobre a sua cabeça você verá milhares andando com os pés fora do chão, pisando na ilusão.
E na sua frente terá àqueles correndo da realidade em busca de fantasias.
Você está numa ótima situação.
Lembre-se de que debaixo de um sol ardente, um simples mourão lhe dará uma ótima sombra, como uma frondosa amendoeira.
Que tal uma viagem neste Natal? Dê sua mão esquerda ao amor, segure com a direita a humildade, sobre os seus ombros ponha a verdade, amarre à sua cintura os necessitados, convide os fortes a irem com você, mas tenha cuidado para não pisar nos fracos.
Siga os passos do bem e não se distancie da FÉ.
Encha o seu coração de paciência e adestre a sua língua para proferir somente palavras otimistas e a seus olhos dê-lhes os ensinamentos para que os mesmos não vejam a escuridão.
Deste momento em diante que todas os dias da sua vida seja um Natal, que todos os dias você encontre motivo para sorrir e razão para dizer:
Eu sou simplesmente feliz!!!! Far-lhe-ei companhia de bom grado em direção ao melhor lugar do mundo para se viver.
Paz de Espírito A corrente que deve ser mantida é sempre aquela que liga os nossos corações aos demais, numa troca de doces vibrações de amor, paz e esperança.
(Autoria: Desconhecida)

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domingo, 14 de dezembro de 2014

PARÁBOLA DA SEMENTE





PARÁBOLA DA SEMENTE
“O reino de Deus é como se  um homem  lançasse a semente à  terra, e dormisse, e se  levantasse  de noite  e de dia e a semente germinasse e crescesse, sem ele  saber como. A terra  por si mesma produz frutos; primeiro a erva, depois a  espiga e por último o grão cheio na espiga.
Depois de o fruto amadurecer, logo lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa."
 
(Marcos,IV, 26-29.)
 
A terra é um prodígio de fecundidade. É dela que nos vem o alimento, e portanto, o corpo; é  dela que nos vem a roupa. Tudo vem da terra; ela  produz a erva, faz brotar a espiga, faz nascer e amadurecer o fruto; e, lançada a semente à terra, germina e cresce sem se saber como!
 
É assim o Reino dos céus; Trazido à terra pelo grande semeador, embora estivessem os  homens  alheios às  coisas  do  céu  e presos à terra, a Palavra   de  Jesus, que  é a  semente da  árvore que   dá  frutos  de  Vida  Eterna,   atirada  na  obscuridade da  Palestina, transformou-se,  tornou-se   um  novo  corpo  cheio  de  fortaleza,   deu  a   plântula, subterrânea    mais    perfeitamente    organizada,    cuja   raiz  se introduziu no coração de seus discípulos, e, fendida a terra produtiva,     deixou  sair  a  haste  que  vai  crescendo  viscosa,  saudando  a luz, aparecendo  aos  olhos  de  todos,  com  seus  reflexos verdejantes da Esperança, que anuncia a produção do  oxigênio espiritual indispensável à vida das almas! Com folhas já largamente abertas e flores perfumosas, mostra-se  a  árvore  adulta e  luxuriante,  tal como fora prevista no Apocalipse  pelo Cantor de Patmos; a árvore que serviria para a cura e vida dos Espíritos!
 
A força secreta  que produz todas as  transformações orgânicas, também  produz as transformações psíquicas.
 
E  de onde  vem essa  força, esse poder? De  Deus! E, embora os homens descurem  seus deveres,  assim como a  semente se transforma em árvore, a semente do  Reino de Deus se  transforma em reino de Deus pela força do progresso incoercível que domina todas as coisas!
 
Partindo  do  "germe", a palavra  de Jesus ampliou-se, desenvolveu-se, e, por sua ação, fez desenvolver  em seu seio, uma genealogia inteira de  entes  que,  diferentes  na  forma e grandeza, vão constituindo e anunciando a todos o Reino de Deus!
 
É assim a Semente da Parábola, que tem passado por todos os processos: germinação, Crescimento, floração e frutificação, sem que a revelação deixasse um só instante de vivificá-la com suas benéficas inspirações.
A revelação é o influxo divino que ergue e  movimenta  todos os seres, que   os  eleva   aos  cimos   da   Espiritualidade. O Reino  de Deus, substituído até há pouco pelo Reino do Mundo, já está dando frutos de amor  e  de  verdade,  que  permanecerão para sempre e transformarão o nosso planeta de  um inferno  hiante em estância feliz, onde as almas encontrarão  os  elementos  de  progresso   para  a sua   ascensão  à felicidade eterna.
                           Caibar Schutel
Retirado do livro parábolas e ensinos de Jesus | editora o Clarim
 
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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 14/12/2014

domingo, 7 de dezembro de 2014



Surgiu no horizonte de mais uma etapa, o mês de dezembro
e assim deu inicio ao mês de Natal. Que a data seja para todos
nós um período de reflexão.





 



PALCO DA VIDA
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar eu errei.
É ter ousadia para dizer me perdoe.
É ter sensibilidade para expressar eu preciso de você.
É ter capacidade de dizer eu te amo.
É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz . . .
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo . . .
(Fernando Pessoa)

domingo, 30 de novembro de 2014

 



MÁGOA

Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engendrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.
Borra sórdida, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua ideias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutrem.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquele que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.
"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.
"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.
[Joanna de Ângelis]
[Divaldo P. Franco]
[Florações Evangélicas]

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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 30-11-2014

domingo, 23 de novembro de 2014

ESPIRITAS, APASCENTAI MINHAS OVELHAS

 


 


ESPÍRITAS, APASCENTAI MINHAS OVELHAS        
             por Bezerra de Menezes
  
Meus filhos,

A obra do Evangelho no mundo não se impõe como a aplicação da lei humana, porque exorbita as questões meramente terrenas, em seu sentido mais prosaico. Apesar de abrangê-las e mesmo azeitá-las em suas potencialidades, arranjos e objetivos imediatos, ela transcende o especificamente humano pelo fato mesmo da transcendência natural do espírito.
O estabelecimento da Boa Nova, em nosso mundo acanhado de flores morais, não se estabeleceu, ainda, em decorrência não apenas da imaturidade espiritual predominante nestas plagas, mas também pela timidez e comodidade de muitos dos que se intitulam discípulos do Senhor.
O conhecimento e a postura altiva, conquanto expressem conteúdo e determinação operacional, não prescindem do alimento essencial para a sua edificação segura e sustentável, como no episódio da casa construída sobre a rocha, capaz de resistir às tempestades e aos vendavais. Este alimento que lhe é imprescindível e necessário chama-se amor.
Em sua terceira aparição aos apóstolos, após a sua morte física, Jesus reafirma e os faz recordar dos objetivos e das bases de sua campanha redentora, logo em sequência ao episódio da indicação para a pesca que lhes saciaria a fome e as necessidades existenciais terrenas.
Com voz suave, mas firme, pergunta a Simão Pedro: “Pedro, filho de Jonas, tu me amas?”, ao que lhe respondeu o seguidor empolgado: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. –“Apascenta as minhas ovelhas!". Depois de breve pausa, Jesus repete a pergunta: “Pedro, tu me amas?” e a mesma resposta se faz: “Sim, Mestre, tu sabes que eu te amo!”... –“Apascenta minhas ovelhas!”. E quando Jesus, pela terceira vez, refaz o questionamento, o apóstolo, se entristecendo, por imaginar que Jesus punha alguma dúvida sobre o seu sentimento para com ele, ainda outra vez reafirma: “Sim, Senhor, tu, que tudo conheces, sabes o quanto eu te amo!”. E repetindo, enfático, Jesus lhe fala: “Apascenta as minhas ovelhas!”**.
Somente, então, o velho apóstolo dá-se conta de que a tarefa que lhe cabia era a de conduzir, iluminar, consolar e levar o refrigério, a esperança e a alegria ao coração de todos os seus irmãos em Humanidade, não como o comando dos governantes, nem a arrogância dos orgulhosos ou a rigidez dos julgamentos implacáveis e a aridez das leis humanas ou, ainda, com a impertinência dos insensíveis.
Apascentar, na acepção evangélica, é conduzir sob o influxo do sentimento que nos favorece a compreensão dos nossos laços fraternos e a humildade sincera no trato com os diferentes em seu momento evolutivo, e, por isso mesmo, semear o Bem sem aguardar recompensa ou o fruto imediato da semeadura árdua...
Hoje, ecoa pelos evos, em nosso inconsciente coletivo, aquelas mesmas palavras do meigo Rabi da Galileia: “Espíritas, vós me amais?... Então, apascentai as minhas ovelhas!”.
As ovelhas do aprisco do Cristo são toda a Humanidade. Mas Jesus facilita-nos a tarefa e não nos impõe a todos maiores deslocamentos, posto que essas mesmas ovelhas se nos apresentam na figura do nosso próximo mais próximo: na família, entre os companheiros do cotidiano e os que nos parecem ou se entendem nossos inimigos.
Mas nós, os que já nos permitimos reunir nesses pequenos focos de luz que cintilam na bandeira dadivosa do Cristianismo, sob o estandarte do Espiritismo, que são os Centros Espíritas, precisamos atender imediatamente ao convite de Jesus:
“Espíritas, amai-vos uns aos outros e apascentai as minhas ovelhas, cumprindo o papel da Humildade e da Caridade, em treinamento constante, nas vossas relações na Casa Espírita!”.
O servo humílimo e paternal de sempre,
** João, 21: 15 – 17.

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formatação e pesquisa: MILTER - 23-11-2014

domingo, 16 de novembro de 2014



DESCULPAR

"Jesus lhe disse: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete"
(Mateus, 18:22.)
 
Atende ao dever da desculpa infatigável diante de todas as vitimas do mal para que a vitória do bem não se faça tardia.
 
Decerto que o mal contará com os empreiteiros que a Lei do Senhor julgará no momento oportuno, entretanto, em nossa feição de criaturas igualmente imperfeitas, suscetíveis de acolher-lhe a influência, vale perdoar sem condição e sem preço, para que o poder de semelhantes intérpretes da sombra se reduza até a integral extinção.
 
Recorda que acima da crueldade encontramos junto de nós a ignorância e o infortúnio que nos cabe socorrer cada dia.
 
Quem poderá, com os olhos do corpo físico, medir a extensão da treva sobre as mãos que se envolvem no espinheiral do crime? Quem, na sombra terrestre, distinguirá toda a percentagem de dor e necessidade que produz o desespero e a revolta.
 
Dispõe-te a desculpar hoje, infinitamente, para que amanhã sejas também desculpado.
 
Observa o quadro em que respiras e reconhecerás que a natureza é pródiga de lições no capítulo da bondade.
 
O sol releva, generoso, o monturo que o injuria, convertendo-o sem alarde em recurso fertilizante.
 
O odor miasmático do pântano, para aquele que entende as angústias da gleba, não será mensagem de podridão, mas sim rogativa comovente, para que se lhe dê a benção do reajuste, de modo a transformar-se em terra produtiva.
 
Tudo na vida roga entendimento e caridade para que a caridade e o entendimento nos orientem as horas.
 
Não olvides que a própria noite na terra uma pausa de esquecimento para que aprendemos a ciência do recomeço, em cada alvorada nova.
 
"Faze a outrem aquilo que desejas te seja feito" - advertiu-nos o Amigo Excelso.
 
E somente na desculpa incessante de nossas faltas recíprocas, com o amparo do silêncio e com a força de humildade, é que atingiremos, em passo definitivo, o reino do eterno bem.
 
(Livro Ceifa de Luz – Francisco Candido Xavier)

domingo, 9 de novembro de 2014

 


A arte da aceitação

 
       “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”
       “... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)
 
       Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.
 
       Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade.
 
       A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
 
       A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
 
        Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instintiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
 
        Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.
 
        Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.
 
        Auto aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos.         A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
 
        Diz o texto: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
 
        Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
 
        Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir rea­lidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.
 
(Francisco do Espírito Santo por Hammed. In: Renovando Atitudes)