domingo, 19 de abril de 2015

TRÊS DIREITOS E UM ÚNICO DEVER

 


Três direitos e um único dever

Três são os direitos fundamentais naquele lugar e apenas um dever; a política ali imperante é bem diferente daquela que habitualmente vemos em nosso cotidiano. A economia local também prevê remuneração, estimula a produção, mas tem destinação que talvez cause estranheza. A lei está estabelecida em apenas dois parágrafos. As edificações estão sobre rochas indestrutíveis; o idioma em uso é bem característico. Exige-se, todavia, uma higiene permanente.
Que lugar é esse? Onde está? Existem chaves que o abrem? De que falamos? É simples, caro leitor: Jesus Cristo! Sim, aquele mesmo que anunciou o Reino de Deus!
Ele, o reino anunciado, significa uma conquista interior, não é um lugar determinado. Há que ser construído no coração, como Ele mesmo afirmou; significa um estado interior de paz, harmonia, serenidade; uma construção a ser feita individualmente, através do tempo e das experiências, do raciocínio e do amor. Aquele que o proclamou comparou-o, entre outras afirmativas, com um tesouro escondido, com uma pérola, que, quem encontra, vende tudo o que tem, para estar de posse desse reino.
As chaves para ter acesso a ele estão no cumprimento das leis, que Ele mesmo apresentou. Para tanto, é preciso conhecê-las, aplicá-las e vivê-las intensamente dentro de si mesmo para abrir suas portas. E, usar uma túnica nupcial luminosa, bela, radiante (a dos bons pensamentos e dos bons sentimentos) para sentir-se perfeitamente integrado entre seus habitantes.
O idioma usado é o da sinceridade, da verdade; o salário é o do bem-estar, da alegria, da consciência tranquila, lembrando que a cada um será dado segundo suas próprias obras. Neste local, espera-se que produzamos o bem, pois quem tem talentos, precisa fazer render outros tantos talentos. As riquezas das possibilidades desse reino são partilhadas com os demais, de todo o bem que sabem e podem distribuir.
As construções (da vida nesse lugar) são sobre as rochas das coisas permanentes, duradouras, e jamais sobre a ilusão das coisas transitórias e passageiras. A lei está em dois parágrafos: a) perdoar para ser perdoado; b) não resistir ao mal, mas retribuir ao mal com o bem.
Sua política recomenda que sejamos mansos como as pombas e prudentes como as serpentes, pois que a mansidão e a prudência evitam dificuldades de toda ordem. Há apenas um dever: fazer aos outros o que queremos que nos façam; três são os direitos fundamentais: Pedir (o que precisamos e sozinhos não sabemos ou não podemos produzir); Buscar (conhecimentos para entender o que esperamos possa nos beneficiar) e Bater (com as mãos do esforço próprio na porta das oportunidades).
Mas, como o título sugere um item não pode escapar para entrada nesse lugar: a higiene!
Que higiene? O da limpeza dos olhos (para aprimorarmos o modo de ver as pessoas, as circunstâncias, os fatos); a limpeza das mãos (para melhorarmos o modo de agir no uso das mãos); a limpeza dos pés (para averiguarmos o rumo que se caminha) e limpeza do coração (para dignificar o modo de sentir). Correção e pureza no intelecto, no sentimento e na ação.
Em síntese, podemos dizer, pois, que a conquista desse reino no coração depende do esforço e determinação com que possamos nos dedicar à melhora de nós mesmos.
Na ocorrência de datas especiais (Natal, Páscoa e outras), em gratidão ao Mestre e Maior Amigo da Humanidade, Jesus de Nazaré, comecemos também a edificar o reino dos céus dentro do coração, com a mudança de atitudes do homem velho (egoísta, vaidoso, dominador, orgulhoso) para o homem renovado, que usa o bem, o amor, a solidariedade em suas ações, contribuindo assim para que o reino anunciado por Jesus esteja em todos os corações. E possamos renovar a paisagem do planeta que habitamos.

Orson Peter Carrara


Nota do autor: A presente matéria está baseada no livro Na luz do Evangelho, de Therezinha Oliveira.
 

domingo, 12 de abril de 2015

OS PEQUENINOS GRÃOS DE AREIA

 


Os pequeninos grãos de areia
 
Somente foge da luz quem se cristaliza nas trevas.
 Quem nada faz, agrava a sombra da inutilidade em que jaz imerso.
 Eis porque, não basta apenas banir o mal.
 Estendamos o bem.
 Somos todos irmãos, iguais perante a Vida.
 Deus não tem enteados.
 E ninguém renasce na carne, para dormir simplesmente...
 O Universo inteiro proclama: – “Trabalhar! Trabalhar!...”
Espíritas! Não importa que a vossa tarefa ciclópica seja a de pequeninos grãos de areia resistindo à avalanche das trevas!
 Em Jesus temos o ponto inquebrantável de apoio.
 N’Ele, não sabemos o que mais admirar: se o Mestre da Manjedoura, se o Anjo do Tabor, se o Herói da Cruz, porque, em todas as posições, é invariavelmente o Mensageiro Divino glorificando o campo das horas.
 Tão vasta se nos apresenta a abnegação do Senhor, que a Sua personalidade profunda vige ainda inacessível ao nosso entendimento maior.
 Mas podemos vincular a nossa pequenez à Sua grandeza, quanto o canal singelo se une aos prodígios da fonte.
 Seremos pequeninos, sim, mas seremos fios do Seu amor.
 E quem poderá no mundo inventariar os tesouros de esquecido raio de sol?
 Assim, não exijais dinheiro para servir.
 Jesus, de si mesmo, não distribuiu sequer um vintém.
 Os Espíritos Benfeitores – Atalaias da Luz – não possuem moedas para dar...
 Por isso mesmo, nas fontes do Evangelho, não existem desenganados.
 Espalhemos as bênçãos da Doutrina Viva do Senhor.
 A prece nada custa...
 O passe é sempre grátis...
 A leitura edificante não pede esforço demasiado...
 A palestra consoladora nunca fatiga...
 A reunião fraternal não cobra ingresso...
 Valorizemos o templo espírita para que o irmão infortunado não se inquiete, julgando-se hóspede no domicílio da oração, mas, sim, que aí se reconheça na própria casa, – a casa de todos,  os lar da família humana.
 
Maria Celeste
VIEIRA, Waldo. “De Coração para Coração”. Pelo Espírito Maria Celeste. Rio de Janeiro, GB: FEB. 1962, cap. 39.

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domingo, 5 de abril de 2015

ERGA SUA ORAÇÃO AO CRIADOR

 


Se você caminha pelas estradas terrenas, cotidianamente, percebe o quanto costumam serem negativas, pessimistas ou depressivas as expressões da vida de cada um.
As falas diversas dos seus interlocutores, se é que você mesmo não se enquadra nesse rol de negativas e de negatividades.
Jamais, ou poucas vezes, acha-se alguém com entusiasmo pela existência, expressando tal entusiasmo.
Poucos bendizem as horas no corpo físico, com todos os seus acontecimentos a facultar crescimento amplo ou diminuto.
Abrem-se os comentários da vida, habitualmente, pelas afirmativas de que as coisas em torno estão muito ruins, quando menos, diz-se que as coisas estão mais ou menos.
É de costume a pessoa lamentar-se pelos familiares que não são carinhosos, que não são atenciosos, que não são dedicados.
De outro modo, fala-se que estão doentes, que são doentes, que são maus.
Veem-se as conjunturas políticas e sociais do mundo com tamanho pessimismo, que costuma-se asseverar que “não há mais jeito”; “que tudo vai de mal a pior”; “nesse campo ninguém presta”.
Os amigos são para esses negativos, verdadeiros traidores, que não merecem a sua amizade; comenta-se que, em toda parte, o mal vai tomando dianteira.
Se o assunto é vício, drogas etc. Ouvem-se falas como “ninguém escapa”; “todo mundo usa”; “é uma calamidade”.
O trabalho profissional é chato, cansativo, expiatório, e, então, para que trabalhar?
Todavia, vale a pena meditar um pouco sobre tudo isso.
Pare um pouco e pense sobre a sua vida, seus objetivos.
Melhore o nível psíquico do seu dia-a-dia. Você não precisa ser deficiente intelectual diante dos fatos do mundo.
Porém, mesmo sabendo das coisas equivocadas que se passam no mundo a sua volta, procure extrair o melhor de cada dia.
Tente observar as coisas boas, bonitas, formosas que estão acontecendo ao seu derredor.
Você pode atrair bênção ou tormentos, luz ou sombra, tristeza ou alegria. Só depende da sua própria disposição.
Aprenda a extrair o que há de melhor na terra, ao redor dos seus passos.
Busque fazer o seu dia brilhante, feliz, inaugurando, onde se move, o regime de otimismo, de alegrias.
Trabalhe de tal maneira que a sua sensibilidade seja passada a todas as pessoas que estão ao seu redor.
Entusiasme-se com a sua saúde e a dos seus.
Sorria, a cada manhã, com o passeio do sol nas avenidas azuis do céu...
Agradeça ao Senhor supremo pela família, pela saúde, pelas chances de estudar, de trabalhar, sem maiores problemas.
Erga a sua oração ao Criador e, sintonizando nas faixas felizes do bem, transforme a sua existência no mundo físico num campo de muito boas realizações.
Faça do seu dia um dia venturoso, realizando a sua parte para que todo o mundo melhore se aprimore, com um pouco do seu esforço.
Pense nisso!
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Joanes, psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, em 15/03/2000, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói - RJ.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

AFINAL, O QUE É PASCOA ?

                                                  AFINAL,  O QUE É “PÁSCOA” ?                

   “PÁSCOA” ... é renascimento...  é passagem... é mudança... é transformação... é renovação...

                 É ser novo, em um mesmo ser, velho; que recomeça e busca sua própria libertação.

          É deixar, para trás, uma vida cheia de poeira e começar, agora ou doravante, um novo caminhar, cheio de luz, de fortalecimento e de esperanças renovadas.

           É o raiar de um novo dia, de uma nova jornada ...

Dessa forma, vamos aproveitar a oportunidade, que nos é proporcionada, pela presente “PÁSCOA”, para "renovarmos" nossas atitudes, para promovermos nossa reforma íntima”, em busca do “HOMEM NOVO”,  a partir do homem VELHO.

Assim se faz necessário ou é a única providência, que devemos abraçar, a fim de que - do homem velho - coberto de egoismo, de orgulho, de vaidade, de preconceitos, de ignorância e inobservância às leis morais - possa surgir, para sua própria ventura e ventura da sociedade, à qual pertence, o "HOMEM NOVO"; liberto dos vícios e das mazelas, que o tem levado à degradação moral e espiritual.

Desfaçamo-nos, portanto, dos vícios, dos pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos e das mágoas, requentadas no peito !

Descerremos as janelas da alma para que, o sol do entendimento, nos higienize e reaqueça a nossa ”casa íntima”.

E que, para tanto – com lucidez, e plenamente conscientes - façamos um
“pacto” – conosco mesmos -  no sentido de que, esta "PÁSCOA", possa ser um novo "marco" de nossas vidas - o raiar de uma nova jornada !

  (João Salviato)

É de CHICO SAVIER, o sábio ensinamento:

  "  Embora  ninguém  possa  voltar  atrás  e  fazer  um  novo  começo;
qualquer  um  pode  começar  –  AGORA  –  e  fazer  um  novo  fim".

Que tenham - todos - uma FELIZ PÁSCOA !

domingo, 29 de março de 2015

FAZENDO SOL

 


FAZENDO  SOL
 
 
          Além da cela em que te enclausuras, alimentando as vitórias dos sofrimentos que crias entre sombras mentais, o trabalho socorrista espera braços para acionarem a alavanca da oportunidade, em favor de outros mais necessitados do que tu mesmo, que não podem parar nos degraus da lamentação.
          Eles passam pela vida entre soluços e provações, a que desde cedo se encontram vinculados.
          Dirás, no entanto, que eles já se acostumaram e que as dores que te laceram são insuportáveis.
          Ignoras, certamente, a dor de uma mãe viúva e enferma sustentando em braços fracos o filho misérrimo e esfaimado; não sabes o desgosto profundo que experimenta um pai envelhecido que a tirania dos filhos jovens atirou à sarjeta e ao abandono;  desconheces o sinal da orfandade, desde as primeiras horas nas ruas do desconforto, em forma de complexos e recalques malsinantes; desconheces os punhais invisíveis das dores morais que despedaçam o coração e mil outros angustiantes golpes com que o pretérito culposo pune no presente os infratores da Lei...
          Ameniza tuas provações ajudando outros sob a dolorosa cruz de provações sem nome.
          Há fome de amor perto do teu leito de queixas.
          Levanta-te da inércia a que te vinculas impensadamente e aciona a máquina da beneficência.
-o-
          A palavra de acolhimento fraternal que endereças a alguém é raio de sol na direção da vida.
          A reprimenda que silencias se converte em reservas de piedade a teu próprio favor.
          Todos somos imperfeitos em luta titânica pela ascensão aos páramos da luz.
          Quantos bens se demoram encurralados em tuas mãos e quantas oportunidades te passam improdutivas?!
          Acompanha a viagem da semente em transformações incessantes até uma nova semente.
          Segue a jornada de uma moeda perdida na ociosidade do teu cofre e consigna os bens que pode espalhar quando dirigida pelos poderes da caridade.
          Aplica o minuto do repouso indébito e desnecessário, edificando algo bom em alguém ou para alguém, e as noites do desassossego fulgirão com os lampejos das estrelas do teu esforço clareando caminhos.
          Muitas dores são filhas da ociosidade.
          Diversos males descendem da ignorância dos males reais.
          Múltiplas enfermidades desenvolvem-se na madre da inutilidade.
          Vidas vazias são colunas belas e decoradas sem base nem utilidade, dispensáveis e frágeis.
          A auto piedade pode ser comparada à hera constringente que despedaça a frincha em que se apoia...
          Lá fora, além da cela do teu isolacionismo, está fazendo sol e Jesus, hoje como outrora, esquecido de si mesmo e das ingratidões dos homens e do mundo está recolhendo corações para a lavoura do amor.
          Deixa-te inundar da poderosa mensagem da luz e vencerás as sombras do pessimismo e da nostalgia que te vencem desapiedadamente, fazendo-te entender, porque para quem ama sempre “está fazendo sol.”
 
(De “Dimensões da Verdade”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

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domingo, 22 de março de 2015



                                                                  COMEÇAR DE NOVO
Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!... Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!... Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça a cada amanhã. Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar. Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas. O fracasso visitou-nos em algum degrau de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e auto piedade, porquanto, frequentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto  para mudança de rumo, e começar de novo é o caminho para o êxito desejado. Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam. Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo. O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver. Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima. Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções. Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor,  voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais.
(CHICO XAVIER)

CARIDADE



 
CARIDADE - por Richard Simonetti

Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
Questão n° 886 (Das Leis Morais, em O Livro dos Espíritos).
 
Muitos centros espíritas levam o nome Amor e Caridade. Evidentemente não imaginavam seus fundadores tivessem o mesmo significado, algo como Luz e Claridade ou Paz e Tranquilidade.
Caridade seria na ótica de O Livro dos Espíritos:

Benevolência, que se exprime na boa vontade e na disposição para praticar o Bem;
Indulgência, que é clemência e misericórdia para com as imperfeições alheias;
Perdão, que é o ato de desculpar ofensas.

Exercício de benevolência: Trabalho em favor do semelhante.

Exercício de indulgência: Solidariedade em face das limitações e fraquezas do próximo, evitando discriminá-lo.

Exercício de perdão: Esquecimento do mal que se tenha sofrido de alguém, num ato de tolerância esclarecida que se exprime na compreensão.
Talvez tenhamos aí a origem da máxima de Kardec Trabalho, Solidariedade e Tolerância, a orientar a ação espírita. Sem tais princípios não há a possibilidade de um entendimento perfeito entre os homens na construção de um mundo melhor.

E o Amor?
Amor é afeição profunda. É gostar muito. Ê, em sua acepção mais nobre, querer o bem de alguém na doação de si mesmo.
Decantado pelos poetas e exaltado pelos sonhadores, o Amor é abençoado sol que ilumina e aquece os escabrosos caminhos humanos.
Só há um problema: é impossível sustentá-lo, torná-lo operoso e produtivo sem o combustível da caridade.
No passado muitos religiosos instalavam-se em lugares ermos, impondo-se privações e flagícios como sacrifício em favor da Humanidade. Em sua maioria apenas comprometeram-se em excentricidades e desequilíbrios. Sem caridade o amor pelo semelhante pode converter-se em perturbadora paixão por nós mesmos...
O apóstolo Paulo vai bem mais longe ao assunto (I Coríntios 13:1-3), quando destaca que ainda que detenhamos o verbo mais sublime, a mediunidade mais apurada, o conhecimento mais profundo, a convicção mais poderosa, o desapego mais amplo e inabalável destemor da morte, isso tudo pouco valerá se faltar a caridade, isto é, se não estivermos imbuídos do desinteresse pessoal, no desejo sincero de servir o semelhante.
E Kardec nos oferece a mesma visão da inutilidade de todas as iniciativas em favor da redenção humana, se faltar o componente básico, ao proclamar,
Fora da Caridade não há Salvação.

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FORMATAÇÃO E PESQUISA-- MILTER - 22-03-2015