domingo, 27 de setembro de 2015

ESTRADA DA FLORESTA

              ESTRADA DA FLORESTA

As primeiras estrelas já brilham no céu,
entre os espinheiro, sussurram o vento.
Parece um encanto a floresta sob o luar,
e fábulas apaixonadas cantam para você.
Vem ver é uma estrada na floresta
que o seu nome eu conheço, venha conhece-la também.
Vem que é a estrada do coração
onde nasce o amor e que não morre jamais.
Lá entre as arvores entrelaçado nos galhos em flor
tem um ninho simples como sonha teu coração,

é lá onde viveremos o nosso grande amor.

FALA DA ESPERANÇA


 
FALA DA ESPERANÇA

            Não podemos falar de esperança, sem mencionar o trabalho que dignifica todas as coisas. Tudo o que existe está vinculado ao labor.
    Falemos, por exemplo, da esperança, mas teremos de lutar para alcançá-la, que ela conforta e traz a paz ao coração.
            Busquemos, pois, todos os dias, acertar nossa vida, aprimorando nossas ideias e consertando nossas atitudes, para que possamos alcançar a harmonia, passando a vivê-la. Eis a esperança a surgir nos caminhos de quem lida, buscando o melhor, sem que a blasfêmia saia da sua boca.
            O comum é nos alegrarmos somente quando estamos sendo agraciados com a paz, com o bem-estar; vamos, entretanto, agradecer a Deus por tudo o que recebemos, nas dimensões que o Senhor achar conveniente. Espalhar o inconveniente é responsabilizar-se pelo mal que se faz. E é nesta hora que devemos falar da esperança e da fé, e fazer a caridade, confiando nela, para que o amor nos sustente a vida.
            Devemos usar o nosso tempo no esmero, aprimorando-se cada vez mais, de maneira que a nossa vida fique mais sublimada em altos entendimentos. Comecemos logo a tarefa nos pensamentos, de modo que as nossas ideias sejam puras e a nossa atenção voltada em direção à palavra, de tal modo que ela seja purificada, fazendo crescer o bem, estendendo o amor por onde quer que seja.
            Levanta meu irmão, o teu ânimo em tudo o que fizeres e confia no Senhor, porque quando nos falta a esperança, sentimo-nos enfraquecidos nas lutas. Se o serviço é bom, vamos em frente, ajudando aos que sofrem; se o trabalho é bom, auxiliemos aos que padecem; se o trabalho é vida, laboremos todos os dias para espalhar essas bênçãos de Deus em todo o mundo.
            Acha-se entregue a nós o cuidado de fazer circular o exercício da caridade.
            Não podemos esquecer a natureza, que trabalha no silêncio, em benefício de todos, sem exigências; são as "mãos" de Deus de Deus operando por todos os meios, ajudando e servindo, ofertando paz e alegria para todos os povos: observa os frutos, a alimentação, os remédios, e mesmo as vestes, a variedade do que precisamos... Ela, a natureza, se faz mãe e nos entrega com amor e carinho, na feição de caridade, tudo o que é produto do trabalho divino.
            Compete a todos nós agradecer pelo que recebemos, e também doar  com alegria; libertemo-nos da inércia, abraçando, sem perda das horas, o serviço a fazer, que as bênçãos da luz chegarão ao ambiente do trabalho. E tudo isso ser-nos-á a grande esperança.
            Juntemo-nos ao Cristo no trabalho com Deus, porque Ele nos diz que o Pai labora sempre, e que Ele nunca parou na obra do bem universal. Se acreditamos que a vida é movimento, essa é a tarefa universal de Deus.
 
(João Nunes Maia por Miramez. In: Cura-te a ti mesmo)

domingo, 6 de setembro de 2015

AFINIDADES



AFINIDADES
 
 
            Para que os Espíritos da Luz se afinem contigo é imprescindível movimentes os recursos do vaso orgânico, renovando conceitos e atitudes em torno do uso, em todos os teus dias na Terra.
 
            As emoções grosseiras são mais facilmente registradas por enxamearem em todos os departamentos do Planeta.
 
            No entanto, para que assimiles e reflitas as imagens da vida espiritual, necessitas recuperar a pureza com que recebeste o corpo das mãos dos Benfeitores Egrégios, antes do renascimento.
 
            Olvida a queixa e a tristeza, e se tornarão mais maleáveis os teus centros de registros psíquicos.
 
            Esquece a maledicência e a hipocrisia, que viciam os órgãos vocais, e a inspiração do Alto escorrerá mais abundante pela tua boca.
 
            Recupera o equilíbrio das emoções, e as sutis vibrações animarão o teu organismo.
 
            Disciplina os nervos, e todo o sistema, gozando de invejável harmonia, se transformará num conduto perfeito para as vibrações celestiais.
 
            Desenvolve os sentimentos bons, e a comunhão com as belezas das verdades eternas, através de uma fé pura e nobre, consolará a tua alma, consolando a muitos.
 
            E, além disso, os Numes Tutelares, simpáticos ao teu esforço infatigável, virão ao teu encontro atraídos pela irradiação expressiva dos teus elevados desejos.
 
            Se, entretanto, não pretendes intentar e manter essa batalha da luz continuada contra as trevas espessas do passado em formas-pensamento vampirizantes, não te candidate à afeição dos Espíritos Puros, porque a diferença vibratória entre ti e eles dificultará quaisquer tentativas intempestivas de união sublime.
 
            Todos recebemos o auxílio divino no esforço real da elevação de propósitos. Todavia, convém recordar que a consciência individual é livre, sofrendo as consequências posteriores aos compromissos da escolha espontânea.
 
            Liberta-te, ainda hoje, do jugo das entidades perversas com as quais afinas por impositivo do pretérito e, rompendo os elos que te retêm, alça o pensamento às elevadas Esferas, desdobrando os braços no trabalho continuado e desenvolvendo o embrião da alegria pela liberdade, certo de que Jesus, que até hoje te espera, receber-te-á de braços abertos ao final dos rudes embates.
 
( Divaldo Franco por Joanna de Ângelis. In: Messe de Amor)

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domingo, 30 de agosto de 2015

CARMA DE SOLIDÃO

 

CARMA DE SOLIDÃO
 
Caminhas, na Terra, experimentando carência afetiva e aflição, que acreditas não ter como superar.
Sorris, e tens a impressão de que é um esgar que te sulca a face.
Anelas por afetos e constatas que a ninguém inspiras amor, atormentando-te, não poucas vezes, e resvalando na melancolia injustificável.
Planejas a felicidade e lutas por consegui-la,  todavia, descobres-te  a sós, carpindo rude angústia interior.
Gostarias de um lar em festa, abençoado por filhos ditosos, e um amor dedicado que te coroassem a existência com os louros da felicidade.
Sofres e consideras-te desditoso.
Ignoras, no entanto, o que se passa com os outros, aqueles que se te apresentam felizes, que desfilam nos carros do aparente triunfo, sorridentes e engalanados.
Também eles experimentam necessidades urgentes, em outras áreas, não menos afligentes que as tuas.
Se os pudesses auscultar, perceberias como te invejam alguns daqueles cuja felicidade cobiças...
A vida, na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras.
Assim, não desfaleças, porquanto este é o teu carma de solidão.
Faze desse modo, uma pausa, nas tuas considerações pessimistas e muda de atitude mental, reintegrando-te na ação do bem.
O que ora te falta, malbarataste.
Perdeste, porque descuraste enquanto possuías o de que agora tens necessidade.
A não vigilância levou-te ao abuso, e delinquiste contra o amor.
A tua consciência espiritual sabe que necessitas de expungir e de reparar, o que te leva, nas vezes em que o júbilo te visita, a retornar à tristeza, rememorar sofrimentos, fugindo para a tua solidão...
Além disso, é muito provável que, aqueles a quem magoaste não se havendo recuperado, busquem-te, psiquicamente, assim te afligindo.
Reage com otimismo à situação e enriquece-te de propósitos superiores, que deves pôr em execução.
Ama, sem aguardar resposta.
Serve, sem pensar em recompensa.
O que ora faças no bem, atenuará, liberará o que realizaste equivocadamente e, assim, reencontrar-te-ás com o amor, em nome Daquele que permanece até agora entre nós como sendo o amor não amado, porém, amoroso de sempre.
*   *   *
A dor é mecanismo de aprendizado sempre.
Nas Leis maiores do Criador não existe o sofrer por sofrer.
Todo sofrer visa aprendizado, visa redenção da alma que busca a felicidade.
Saber bem sofrer é uma arte, e toda arte exige disciplina, disciplina e disciplina.
E uma das belezas desta vida é que quando nos propomos a bem sofrer, nunca estamos realmente sozinhos.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 13, do livro Viver e amar,
pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 25.10.2010.

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FORMATAÇÃO E PESQUISA:  MILTER - 30-08-2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Meditação e Vida Espiritual das Crianças

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Quando eles se tornam pais, muitas pessoas se perguntam como transmitir valores espirituais para seus filhos. O modelo tradicional de enviá-los para a escola dominical é uma alternativa; outra é chamar toda a família para a espiritualidade pessoal dos pais, à medida que mais pessoas se afastam da religião organizada para esculpir o seu próprio caminho. As crianças crescem para refletir como eles são criados, o que torna esta uma questão importante.
Para começar, a vida espiritual de uma criança deve ser a idade apropriada. O cérebro de uma criança muito jovem não amadureceu o suficiente para absorver as crenças adultos, e para o desenvolvimento global de cada criança é única. Antes dos dez anos ou assim, eu sinto que a paternidade espiritual terá o efeito mais duradouro se constrói uma base na auto invés de focar em princípios. Como uma questão prática, cada criança deve sentir que
  • Eles são amados e amável.
  • Eles são de valor nos olhos dos pais.
  • Ser uma boa pessoa vem de dentro.
  • Felicidade e satisfação são naturais.
Nesta fase, o papel do cuidador é muito importante. As crianças pequenas têm suas próprias predisposições que aparecem logo no início. A criança começa a mostrar traços de personalidade muito em breve na vida. No entanto, não importa como eles são diferentes, as crianças precisam se sentir digno e amado.
A próxima fase da paternidade espiritual é sobre valores. Estudos de psicologia da criança mostraram que os bebês tão cedo quanto seis meses de idade querem ajudar suas mães, e até mesmo crianças reagem positivamente quando vêem o bom comportamento e coíbe de mau comportamento em outros. Portanto, não há razão para se sentir que as crianças têm uma natureza moral.
Com isso em mente, os pais devem desenvolver valores internos de uma criança o tempo todo, mantendo em mente que agarrar estes valores mentalmente, em termos de idéias abstratas, não vai acontecer logo no início. Em vez disso, as crianças internalizar o que vêem e como eles são tratados. Dizer "ser bom para seu irmãozinho" faz uma impressão pela primeira vez, com a diminuição do significado que ele se repete. Mas, vendo os pais que são justo e bondoso, literalmente, treina o cérebro de uma criança nessa direção.
Valores ao longo da vida não são inculcado através de lições negativas e punição. O que uma criança leva longe dessas experiências é a culpa, vergonha e ressentimento.O mesmo é verdadeiro se os pais instilar o medo e dúvida por dizer às crianças coisas como "A vida é injusta", "Se você não olhar para fora para o número um, ninguém mais o fará", e "Se você quer qualquer coisa neste mundo, você tem que lutar por ela. "Lembre-se, o que todos nós crescer lembrando-se de maneira mais vívida de nossa infância é o tom emocional da vida familiar. Crianças criadas em um ambiente familiar tenso, estressante, difícil ou vai se adaptar a ele, porque está em sua natureza para se adaptar, mas isso não significa que eles vão emergir intacto.
E agora para a questão da meditação e da vida interior. Meditação pode adicionar a um senso de auto-estima de uma criança e até mesmo uma sensação de poder, porque é uma atividade que pertence apenas a eles. O cérebro infantil é um fator aqui. Onde foi demonstrado que a introdução de meditação nas escolas leva a melhorias comportamentais em idades mais avançadas (ensino médio e superior), as idades mais jovens beneficiam, eu sinto, quando a meditação cumpre os seguintes critérios:
  • Ela se sente como diversão.
  • A criança expressa satisfação.
  • Nada é forçado ou se transformou em uma tarefa.
  • Toda a família participa.
Olhando para trás, muitos adultos se sentem desligado com as aulas de religião de seus pais tentaram transmitir por causa de um ar de moralidade ou pressão para ser bom rigorosa. A beleza da meditação é que tudo vem de dentro, mas "dentro" significa coisas diferentes em diferentes idades.
A partir de seis ou sete anos - cada um dos pais terá de jogar este de ouvido - os pais podem se sentar para meditar com uma criança, usando uma técnica simples: Sente-se calmamente com os olhos fechados e siga a respiração. Não pergunte a criança a meditar por mais de 5 a 10 minutos. Deixe claro que, se parar de divertir-se, eles são livres para se levantar e ir jogar. Mas os pais devem continuar a sua própria meditação para a hora habitual.
Ao ser convidado a entrar e ainda dada a liberdade de escolha, a criança irá associar meditação com algo que eles têm controle sobre. O pior lição é sentir que a meditação é uma maneira para eles para ser controlado, forçado a se acalmar e "ser bom." Em outras palavras, não fazem meditação o equivalente a sentada no canto ou tirar um tempo. Uma criança que está correndo ou agindo fora precisa de uma soneca, um falando, ou algum outro corretiva. A meditação não é um deles.
O maior benefício da meditação vem quando uma criança é capaz de perceber próprias mudanças reais. Sentem-se mais calmo, mais centrado, menos conturbado, menos tentado a agir para fora. Um pai pode persuadir essas realizações, mas com cuidado, ao apontar uma mudança positiva. Mas tome cuidado para não se intrometer. Vida interior de cada um é privado, não importa quão jovem eles são.Tomando nota das mudanças interiores provavelmente não vai acontecer de forma consistente até doze ou mais tarde, a idade ea atração de grandes mudanças provavelmente não vai acontecer até meados de final de adolescência, num momento em que descobrir quem são vem naturalmente para adolescentes.
Espero que estes pontos são úteis, mas o mais importante foi o tema de um livro que eu escrevi, As Sete Leis Espirituais do Parenting, que é esta: Se você quiser que seu filho a levar uma vida plena e bem sucedida, o melhor caminho é através paternidade espiritual. A criança aprende o valor de seu próprio mundo interior e, como o passar dos anos, esse valor aumenta até a realização amanhece que toda a existência origina "aqui", no nível da alma.
Deepak Chopra MD, FACP, fundador da Fundação Chopra e co-fundador do Centro Chopra para o Bem-estar, é um pioneiro de renome mundial em medicina integrativa e transformação pessoal, e é Board Certified em Medicina Interna, Endocrinologia e Metabolismo. Ele é um Fellow do American College of Physicians e um membro da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos. Chopra é autor de mais de 80 livros traduzidos em mais de 43 idiomas, incluindo vários best-sellers do New York Times. Www.deepakchopra.com

domingo, 16 de agosto de 2015

COM JESUS E POR JESUS

 



COM JESUS E POR JESUS

Prefácio do livro Fonte Viva, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
 

    Na introdução de “O Livro do Espíritos”, recolhemos de Allan Kardec esta afirmação expressiva:
“As comunicações entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos.”
    No item VIII das páginas de conclusão do mesmo livro, o Codificador assevera com segurança:
    “Jesus veio mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem. Por que, tendo-o enviado para fazer lembrar sua lei que estava esquecida, não havia Deus de enviar hoje os Espíritos, a fim de a lembrarem novamente aos homens, e com maior precisão, quando eles a olvidam para tudo sacrificar ao orgulho e à cobiça?”
    E sabemos que, de permeio, o grande livro que lançou os fundamentos do Espiritismo trata, dentre valiosos assuntos, das leis de adoração, trabalho, sociedade, progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor, caridade e perfeição moral, bem como das esperanças e das consolações.
    Reportamo-nos a tais referências para recordar que o fenômeno espírita sempre esteve presente no mundo, em todos os lances evolutivos da Humanidade, e que Allan Kardec, desde o início do ministério a que se consagrou, imprimiu à sua obra o cariz religioso de que não podia ela ausentar-se , tendo até acentuado que o Espiritismo é forte porque assenta sobre os fundamentos mesmos da Religião: Deus, a alma, as penas e as recompensas futuras.
    Aceitamos, perfeitamente, as bases científicas em que repousa a Doutrina Espírita, as quais nos ensejam adquirir a “fé raciocinada capaz de encarar a razão face a face”, contudo, sobre semelhantes alicerces, vemo-la, ainda e sempre, em sua condição de Cristianismo restaurado, aperfeiçoando almas e renovando a vida na Terra, para a vitória do Infinito Bem, sob a égide do Cristo, nosso Divino Mestre e Senhor.
    O apóstolo da Codificação não desconhecia o elevado mandato relativamente aos princípios que compilava, e, por isso mesmo, desde a primeira hora, preocupou-se com os impositivos morais de que a Nova Revelação se reveste, tendo salientado que as consequências do Espiritismo se resumem em melhorar o homem e, por conseguinte, torna-lo menos infeliz, pela prática da mais pura moral evangélica.
    Sabemos que a retorta não sublima o caráter e que a discussão filosófica nada tem que ver com caridade e justiça. Com todo o nosso respeito, pois, pela filosofia que indaga e pela ciência que esclarece, reconheceremos sempre no Espiritismo o Evangelho do Senhor, redivivo e atuante, para instalar com Jesus a Religião Cósmica do Amor Universal e da Divina Sabedoria sobre a Terra.
    Espíritos desencarnados aos milhões e em todos os graus de inteligência enxameiam o mundo, requisitando, tanto quanto os encarnados, o concurso da educação.
    Não podemos, por isso, acompanhar os que fazem de nossa Redentora Doutrina mera tribuna discutidora ou simples caçada a demonstrações de sobrevivência, apenas para a realização de torneios literários ou para longos cavacos de gabinete e anedotas de salão, sem qualquer consequência espiritual para o caminho que lhes é próprio.
    Estudemos, assim, as lições do Divino Mestre e aprendamo-las na prática de cada dia.
    A morte a todos nos reunirá para a compreensão da verdadeira vida... E, sabendo que a justiça definir-nos-á segundo as nossas obras, abracemos a Codificação Kardequiana, prosseguindo para frente, com Jesus e por Jesus.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Fonte Viva)

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formatação e pesquisa; MILTER - 16/08/2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Felicidade que a prece proporciona

 


Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem.
Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando se bebe. Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações. Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário. Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam nalma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. - Santo Agostinho. (Paris, 1861.)

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 27. Item 23.