domingo, 28 de fevereiro de 2016

RENASCE AGORA




 

RENASCE AGORA

       “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 3, versículo 3.)

    A própria Natureza apresenta preciosas lições, nesse particular. Sucedem-se os anos com matemá­tica precisão, mas os dias são sempre novos. Dis­pondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco oca­siões de aprendizado e recomeço, anualmente, quan­tas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no abençoado período de uma existência?
    Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito os detritos e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento.
    Faze por ti mesmo, nos domínios da tua inicia­tiva pela aplicação da fraternidade real, o trabalho que a tua negligência atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores e amigos espirituais.
    Cada hora que surge pode ser portadora de rea­justamento.
    Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.
    Não é fácil quebrar antigos preceitos do mundo ou desenovelar o coração, a favor daqueles que nos ferem. Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxi­cos da aversão é a nossa boa-vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.
    Enquanto nos demoramos na fortaleza defensi­va, o adversário cogita de enriquecer as munições, mas se descemos à praça, desassombrados e sere­nos, mostrando novas disposições na luta, a idéia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação da guerra.
    Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão.
    Alguém te não entende? Persevera em demons­trar os intentos mais nobres.
    Deixa-te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.
    Não olvides a assertiva do Mestre: — “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”
    Renasce agora em teus propósitos, deliberações e atitudes, trabalhando para superar os obstáculos que te cercam e alcançando a antecipação da vitó­ria sobre ti mesmo, no tempo ...
    Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã.
(Francisco Cândido Xavier por  Emmanuel. In: Fonte Viva)

==========================================
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER- 28/02/2016
 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

SEQUENCIA


SEQUÊNCIA

          Se desejas alcançar a caridade e a ciência nos cimos do progresso, observa a produção da árvore sábia e simples.
          De início, a sementeira.
          Mais tarde, o crescimento.
          Depois, a floração.
          No fim, a frutescência.
***
          Não pedirás, assim, à roseira nascitura que se cubra de flores, simplesmente porque surja a teus olhos. Oferecer-lhe-ás água e adubo, carinho e defesa, para que te possa retribuir na tela das horas com o ramo perfumado a enriquecer-te o jardim.
***
          Não reclamarás da criança a interpretação da cultura clássica, apenas porque demonstre vivacidade e inteligência. Dotá-la-ás, como é justo, com os talentos da escola e da educação, para que, no curso dos dias, te satisfaça a exigência.
***
          Lembra-te da casa nobre começando nos alicerces, e não te desmandes na pressa, a fim de que a tua existência se ajuste à gloriosa sinfonia da vida.
***
          Ninguém trairá os imperativos do tempo, no campo da evolução.
***
          As próprias constelações e os próprios átomos obedecem à lei do ritmo e procedem segundo as disposições da ordem no seu mecanismo certo.
***
          Recordemos, desse modo, quanto temos recebido dos Benfeitores da Vida Mais Alta, em tolerância e renúncia, até abordarmos a faixa de entendimento em que hoje nos situamos e, endereçando à retaguarda as mãos incansáveis e amigas, saibamos ajudar e socorrer, perdoar e amparar, infatigavelmente, na certeza de que, apenas assim, repetindo indefinidamente as lições do roteiro, sob a inspiração da bondade e da paciência, é que atingiremos, por nós mesmos, a auréola da sabedoria e do amor que nos aguarda ante a luz dos sóis sublimados e infinitos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

 

O Labirinto da Solidão

A vida assemelha-se a uma estrada cheia de encruzilhadas, dependendo do rumo que se segue, encontra-se a luz ou a sombra.
E há um labirinto onde alguns podem se perder, onde entram por medo do mundo lá fora, por medo de se mostrar, de se expor, que alguém saiba que não são perfeitas: é o labirinto traiçoeiro da solidão. 
Entram nele sem perceber, buscando evitar atritos e decepções ou para esquecer
humilhações; quase sem sentir, vão se isolando dos amigos, da sociedade, às vezes, até da própria família. Quando se dão conta estão trancafiados numa gaiola invisível porém poderosa.
Sair dessa gaiola nem sempre será tarefa simples, será necessário uma boa dose de
perseverança e força.
Em primeiro lugar é preciso olhar-se com atenção, reconhecer-se, encarar de frente virtudes e limitações, o que exige uma certa dose de coragem.
É preciso olhar os outros, buscando ver primeiramente as qualidades positivas e aprender a elogiar. Quando se aprende a valorizar as qualidades alheias, também aprendemos a perceber melhor as nossas.
É preciso aprender a dizer que se ama, que se admira as pessoas, mesmo quando se sabe que esse sentimento não será recíproco.
O que faz a diferença é reconhecer e falar o que se sente sem estar tão preocupado com a resposta dos outros.
Abrir o coração com serenidade e confiança e estar preparado para qualquer tipo de retorno.
E, acreditem, quando se entra no labirinto da solidão, pode-se até conseguir evitar alguns revezes mas em troca, deixa-se de viver de fato.
E viver só vale a pena se for para valer.
E viver só será pleno se o coração estiver livre de ressentimentos e o espírito sereno.

(A.D.)

domingo, 24 de janeiro de 2016

DECISÕES E VONTADE


MENSAGEM ADDE 24/01/2016

Para: jmarcos1944@hotmail.com
MENSAGEM DE DOMINGO
Não consegue visualizar corretamente?
Veja através do navegador

VISITE O SITE DA ADDE:
WWW.ADDE.COM.BR

 



 
Decisão e Vontade
 
Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um. 
*
As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.
 
Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.
 
Frequentemente rogam em prece:
 
- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!...
 
Mostra-me o que devo fazer!...
 
E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:
 
- Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?
 
Não tenho forças.
 
Ai de mim que sou inútil!...
 
Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.
 
Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.
 
Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.
 
Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.
 
Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.
 
O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.
 
*
Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!...
 
Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.
 
Realização pede apoio da fé.
 
Mãos à obra.
 
Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.
 
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Rumo Certo)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016



1- NA FALTA DE MÉDICOS SANITARISTAS.
2- O ABANDONO DAS MEDIDAS PROFILÁTICAS.
3- SUPOSIÇÕES DO DOMÍNIO DAS DOENÇAS ENDÊMICAS.

 Seriam estas as causas das doenças endemicas como; DENGUE. CHIKUNGUNIA, ZICA e até FEBRE AMARELA URBANA?
 No final do seculo 19, até meados do seculo 20, no Brasil existiram grandes médicos sanitáristas e cientistas como; OSWALDO CRUZ, CARLOS CHAGAS, ZILTON ANDRADA, AMILCAR VIANNA MARTINS, LEÔNIDAS E MARIA DEANE, ROBERTO MIGUEL KLEIN e muitos outros que muito contribuiram para as medidas sanitárias no pais. Conforme podemos constatar na publicação abaixo, pouco ou quase nada foram feito em medidas de prevenção e sanitarismo no País.
 Um resumo das politicas publicas de saúde no Brasil: Publicação de 2008 do trabalho do 1º Ten Al JEFERSON DUTRA DE VARGAS.

DE 1500 ATÉ O PRIMEIRO REINADO=

 A assistência à saúde no Brasil praticamente inexistiu nos tempos de colônia. O modelo exploratório nem pensava nessas coisas. O pajé, com suas ervas e cantos, e os boticários, que viajavam pelo Brasil Colônia, eram as únicas formas de assistência à saúde. Para se ter uma idéia, em 1789, havia no Rio de Janeiro, apenas quatro médicos (INDRIUNAS, 2008). A vinda da família real , em 1808, criou a necessidade da organização de uma estrutura sanitária mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava na cidade do Rio de Janeiro (POLIGNANO, 2008). As necessidades da corte forçaram a criação das duas primeiras escolas de medicina do país: o Colégio Médico-Cirúrgico no Real Hospital Militar da Cidade de Salvador e a Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro. E foram essas as únicas medidas governamentais até a República (INDRIUNAS, 2008). Até 1850 as atividades de saúde pública estavam limitadas à delegação das atribuições sanitárias as juntas municipais e ao controle de navios e saúde dos portos. O interesse primordial estava limitado ao estabelecimento de um controle sanitário mínimo na capital do império, tendência que se alongou por quase um século .

DO INÍCIO DA REPÚBLICA ATÉ 1930=

 Até fins do século XIX, o Estado brasileiro não tinha uma forma de atuação sistemática na saúde de seus habitantes, apenas esporadicamente atuava de forma pontual em situações de epidemia. No início do século XX, a economia brasileira era essencialmente agrícola, dependendo economicamente da exportação, em especial de café e açúcar (RONCALLI e SOUZA, 1998). Apesar de um grande crescimento econômico brasileiro das primeiras 12 décadas, este foi um período de crise sócio-econômica e sanitária, porque epidemias como a febre amarela, ameaçavam a política agro-exportadora brasileira, prejudicando principalmente a cafeeira, pois os navios estrangeiros se recusavam a atracar nos portos brasileiros, o que também reduzia a imigração de mão-de-obra (SCLIAR, 1987). Assim, o foco da atenção do governo brasileiro se situava, estrategicamente, nos chamados “espaços de circulação de mercadorias”, ou seja, as estradas e os portos, principalmente os do Rio de Janeiro e de Santos. Nesse sentido foram tomadas as primeiras providências pelo então presidente Rodrigues Alves que, em 1902, lança o programa de saneamento do Rio de Janeiro e o combate à febre amarela em São Paulo (RONCALLI e SOUZA, 1998). O Rio de Janeiro não tinha nenhum saneamento básico e assim, várias doenças graves como a varíola, malária, febre amarela e peste espalhavam-se facilmente. O presidente então nomeou o médico Oswaldo Cruz, como Diretor do Departamento Federal de Saúde Pública, para solucionar esse problema. Numa ação policialesca, o sanitarista convocou 1.500 pessoas para ações que invadiam as casas, queimavam roupas e colchões, sem nenhum tipo de ação educativa. A população foi ficando cada vez mais indignada e o auge do conflito foi a instituição de uma vacinação obrigatória, anti-varíola. A população saiu às ruas e iniciou a Revolta da Vacina, que acabou por afastar Oswaldo Cruz (INDRIUNAS, 2008). Este tipo de modelo de intervenção utilizado por Oswaldo Cruz ficou conhecido como campanhista, e foi concebido dentro de uma visão militar. Apesar das arbitrariedades e dos abusos cometidos, o modelo campanhista obteve importantes vitórias no controle das doenças epidêmicas, conseguindo inclusive erradicar a febre amarela da cidade do Rio de Janeiro, o que fortaleceu o modelo proposto e o tornou hegemônico como proposta de intervenção na área da saúde coletiva durante décadas. Com Oswaldo Cruz foram incorporados como elementos das ações de saúde: - o registro demográfico, possibilitando conhecer a composição e os fatos vitais de importância da população; - a introdução do laboratório como auxiliar do diagnóstico etiológico; - a fabricação organizada de produtos profiláticos para uso em massa (POLIGNANO, 2008). Apesar do fim conflituoso, o sanitarista conseguiu resolver parte dos problemas e colher muitas informações que ajudaram seu sucessor, Carlos Chagas, a estruturar uma campanha rotineira de ação e educação sanitária (INDRIUNAS, 2008). 13 Enquanto a sociedade brasileira esteve dominada por uma economia agro-exportadora, assentada na monocultura cafeeira, era exigido do sistema de saúde uma política de saneamento destinado aos espaços de circulação das mercadorias e a erradicação ou controle de doenças que poderiam prejudicar a exportação, culminando com o predomínio do modelo do sanitarismo campanhista até o início dos anos 60 (MENDES, 1992 apud POLIGNANO, 2008). Gradativamente, com o controle das epidemias nas grandes cidades brasileiras o modelo campanhista deslocou sua ação para o campo e para o combate das denominadas endemias rurais, dado ser a agricultura a atividade hegemônica da economia da época

O Nascimento da Previdência Social=

No início do século a economia brasileira era basicamente agro-exportadora, assentada na monocultura do café. A acumulação capitalista advinda do comércio exterior tornou possível o início do processo de industrialização no país, principalmente no eixo Rio - São Paulo. Isto foi acompanhado de uma urbanização crescente, e da utilização de mão-de-obra imigrante, especialmente europeus (italianos, portugueses), visto que os mesmos possuíam grande experiência neste setor, que já era muito desenvolvido na Europa. Em princípio, os operários não tinham quaisquer garantias trabalhistas, tais como: férias, jornada de trabalho definida, pensão ou aposentadoria. Isto foi de encontro à história do movimento operário na Europa e dos direitos trabalhistas conquistados trazidos pelos imigrantes, especialmente os italianos (anarquistas). Assim, inicia-se um processo de mobilização e organização da classe operária no Brasil na luta por seus direitos, que culminaram com duas greves gerais no país,em 1917 e 1919. Através destes movimentos os operários começaram a conquistar alguns direitos sociais (POLIGNANO, 2008). Em 1923, com a Lei Elói Chaves, é criado o primeiro embrião do que hoje conhecemos como previdência social, as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs). As CAPs eram organizadas por empresas e mantidas e geridas pelos patrões e empregados. Surgiram inicialmente em empresas estratégicas para a economia nacional como as companhias de via férrea e portuários. Funcionavam como uma espécie de seguro social, 14 onde aquele que pagava sua contribuição, garantiria certos benefícios como a aposentadoria e principalmente a assistência médica. Como tinham caráter privado, ou seja, eram mantidas por empresas, ainda não se configuravam como iniciativas do Estado, muito embora os presidentes das Caixas fossem nomeados pelo Presidente da República e houvesse um interesse claro do governo na manutenção deste sistema (RONCALLI e SOUZA, 1998). Com as CAPs, no que diz respeito às ações de assistência, surge um modelo de prestação de serviços médicos. Entre 1923 e 1930 foram criadas mais de 40 CAPs cobrindo mais de 140.000 beneficiários. No período das CAPs, pelo menos até 1930, a assistência médica era colocada como prerrogativa fundamental deste embrionário sistema previdenciário, desenvolvendo uma importante estrutura de serviços próprios (MENDES, 1993 apud RONCALLI, 2003). A criação das CAPs deve ser entendida, no contexto das reivindicações operárias no início do século, como resposta do empresariado e do estado a crescente importância da questão social

DE 1930 A 1964=

 A partir de 1930 uma nova forma de organização previdenciária surge através dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), agora organizados por categoria profissional e com uma maior participação do componente estatal. São fundados os institutos dos marítimos (IAPM), dos comerciários (IAPC), dos bancários (IAPB) e dos industriários (IAPI) entre outros. Nesta fase há uma maior contenção de gastos, tornando a assistência um item secundário dentro dos Institutos. Os superávits formaram um patrimônio considerável a ponto de a Previdência participar dos investimentos de interesse do governo (MENDES, 1993; CUNHA & CUNHA, 1998 apud RONCALLI, 2003). No que concerne à saúde pública, esta fase corresponde ao auge do sanitarismo campanhista, característica marcante da ação pública governamental do início do século, com a criação do Serviço Nacional de Febre Amarela, o Serviço de Malária do Nordeste e o da Baixada Fluminense. Em 1942 é criado o Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), responsável por ações sanitárias em regiões afastadas do País, mas com interesse estratégico para a economia, como a região de produção de borracha na Amazônia (CUNHA & CUNHA, 1998 apud RONCALLI, 2003). 15 Não por acaso, o surgimento dos IAPs coincide com uma nova fase da política brasileira estabelecida com a revolução de 1930. Com a ascensão de Getúlio Vargas e a queda das oligarquias do poder inicia-se uma ampla reforma administrativa e política culminada com a nova Constituição de 1934 e a ditadura do Estado Novo em 1937. Trata-se de uma fase de profunda centralização e, conseqüentemente, com uma maior participação estatal nas políticas públicas, em razão da característica do governo ditatorial, as quais se corporificam em medidas essencialmente populistas (BERTOLLI FILHO, 1998 apud RONCALLI, 2003). Assim, nesta fase do governo populista de Getúlio Vargas, marcado por crises que resultaram em movimentos da classe trabalhadora, diversas outras medidas, dentro das políticas sociais, foram tomadas no sentido “... mais de cooptar as categorias de trabalhadores que, a cada dia, avançavam em sua organização, e menos de responder aos problemas estruturais da vida daqueles trabalhadores.” (OLIVEIRA e SOUZA, 1997 apud RONCALLI, 2003). Foi criado, nesta ocasião, o Ministério do Trabalho, estabelecendo diversas medidas parar a regulação da atividade sindical, entre outras estratégias de manutenção da legitimidade. Um aspecto importante deste período é a mudança no modelo econômico e, conseqüentemente, a alteração do foco de atuação da assistência. Com a tendência do declínio da cultura cafeeira e a mudança de um modelo agro-exportador para um de característica industrial incipiente e tardia, a necessidade de saneamento dos espaços de circulação de mercadorias é deslocada para a manutenção do corpo do trabalhador, a esta altura mais importante dentro da cadeia produtiva emergente (MENDES, 1993; OLIVEIRA & SOUZA, 1997 apud RONCALLI, 2003). Após a II Guerra Mundial, Getúlio Vargas é derrubado. Assiste-se a promulgação da Constituição de 1945 e a posse do General Dutra à presidência, mas em 1950 Vargas é reeleito. A influência americana na área da saúde refletiu-se na construção de um modelo de atenção semelhante aos padrões americanos, onde grandes hospitais e equipamentos concentram o atendimento médico de toda uma região, colocando em segundo plano a rede de postos de saúde, consultórios e ambulatórios, cujos custos são bem menores. Havia uma tendência de construção de hospitais cada vez maiores em quantidade e extensão. Foi nesse período que surgiu a medicina de grupo, os chamados convênios. Alguns IAPs construíram seus próprios hospitais, mas algumas empresas insatisfeitas com o atendimento médico ofertado passaram a contratar empresas particulares prestadoras de serviços médicos aos seus funcionários (Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, 1992 apud PERES, 2008). 16 Ao encerrar-se a década de 50 a política de saúde pública vigente era recolocada em discussão, questionando-se o alcance de suas práticas e os limites financeiros do Estado ante os problemas sanitários, delineando-se assim, pouco a pouco, um outro padrão de atendimento à saúde, mais hospitalar e curativo (VASCONCELLOS, 1995). À medida que o sistema previdenciário crescia, tornava-se cada vez mais centralizado no Estado, ficando mais clara a dicotomia entre as ações de saúde pública e a assistência médica.

AS POLÍTICAS SOCIAIS DENTRO REGIME MILITAR=

 Dos anos 40 a 1964, início do regime militar no Brasil, uma das discussões sobre saúde pública brasileira se baseou na unificação dos IAPs como forma de tornar o sistema mais abrangente (INDRIUNAS, 2008). Visto que os IAPs eram limitados a determinadas categorias profissionais mais mobilizadas e organizadas política e economicamente, o governo militar procurou garantir para todos os trabalhadores urbanos e os seus dependentes os benefícios da previdência social (POLIGNANO, 2008). Assim, em 1960 surge a Lei Orgânica da Previdência Social, que unifica os IAPs em um regime único para todos os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o que excluía trabalhadores rurais, empregados domésticos e funcionários públicos. Neste momento é a primeira vez que, além da contribuição dos trabalhadores e das empresas, se define efetivamente uma contribuição do Erário Público. Mas tais medidas foram ficando no papel sendo que sua efetivação só aconteceu em 1967, pelas mãos dos militares, com a unificação de IAPs e a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). A criação do INPS propiciou a unificação dos diferentes benefícios ao nível dos IAPs. Na medida em que todo o trabalhador urbano com carteira assinada era, automaticamente, contribuinte e beneficiário do novo sistema, foi grande o volume de recursos financeiros capitalizados. O aumento da base de contribuição, aliado ao fato do crescimento econômico da década de 70 (o chamado milagre econômico) e o ainda pequeno percentual de aposentadorias e pensões em relação ao total de contribuintes, fez com que o sistema acumulasse um grande volume de recursos financeiros. Com a unificação do sistema previdenciário, o governo militar se viu na obrigação de incorporar os benefícios já instituídos fora das aposentadorias e pensões. Um desses 17 benefícios era a assistência médica, oferecida pelos vários IAPs, sendo que alguns destes já possuíam serviços e hospitais próprios. No entanto, ao aumentar substancialmente o número de contribuintes e consequentemente de beneficiários, era impossível ao sistema médico previdenciário existente atender a toda essa população. Assim, o governo militar teve que decidir onde alocar seus recursos para atender a essa necessidade de ampliação do sistema, tendo ao final optado por direcioná-los para a iniciativa privada. O aumento da complexidade do sistema induziu mudanças na estrutura, culminando com a criação do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) em 1978, que ajudou na intermediação dos repasses para iniciativa privada. Um pouco antes, em 1974, os militares já haviam criado o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS), remodelando e ampliando a rede privada de hospitais, por meio de empréstimos com juros subsidiados. Toda essa política acabou proporcionando um verdadeiro boom na rede privada. De 1969 a 1984, o número de leitos privados cresceu cerca de 500%, de 74.543 em 1969 para 348.255 em 1984. Este modelo criado pelo governo pautava-se no pensamento da medicina curativa, com poucas medidas preventivas e sanitaristas (INDRIUNAS, 2008). No início da década de 80 esse sistema começa a mostrar sinais de esgotamento. Como fator agravante, previdência começa a “envelhecer” e a fase de captação de recursos começa a dar lugar a uma fase de maiores gastos. Ou seja, durante os primeiros anos de sua existência, a Previdência Social apenas recebeu contribuições que proporcionaram um volume de recursos e um patrimônio considerável. Com o aparecimento das primeiras aposentadorias e pensões, a Previdência passa a ter que gastar um dinheiro que já não tem mais. A partir do início dos anos 80, movimentos em defesa de uma política de saúde mais abrangente e disponível para todos vão se reestruturando. Um destes, surgido a partir de discussões acadêmicas sobre as políticas de saúde e da reestruturação das organizações de trabalhadores da saúde, ficou conhecido como Movimento Sanitário e teve uma atuação marcante no destino do sistema de saúde brasileiro (RONCALLI e SOUZA, 1998).

O MOVIMENTO PELA REFORMA SANITÁRIA=

 O primeiro marco da Reforma Sanitária brasileira foi em 1979, no I Simpósio Nacional de Política de Saúde, realizado pela comissão de saúde da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), legítimo representante do movimento sanitário, apresentou e discutiu publicamente, pela primeira vez, uma proposta de reorganização do sistema de saúde. Essa proposta já se chamava na época de Sistema Único de Saúde e contemplava diversos conceitos oriundos de experiências bem sucedidas em outros países, como a universalização do direito à saúde, racionalização e integralidade das ações, democratização e participação popular, bem como algumas experiências de atenção primária e de extensão de cobertura desenvolvidas no país, como o Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento (PIASS), implementado em áreas rurais do Nordeste. Com o agravamento da crise do sistema de saúde previdenciário, as iniciativas de extensão de cobertura assistencial a nível estadual e municipal são reforçadas pelo governo. O próprio governo elaborou um plano de reorganização da assistência à saúde, com características muito semelhantes ao projeto da Reforma Sanitária, prevendo a implantação de uma rede de serviços básicos, com a descentralização do setor, participação popular e integração dos Ministérios da Saúde e da Previdência. Esse projeto, discutido em 1980, chamou-se PREV-SAÚDE e, devido às pressões sofridas acabou não sendo posto em prática (RONCALLI e SOUZA, 1998). Em 1981 o Plano CONASP (Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária) incorpora algumas propostas da Reforma Sanitária, como as Ações Integradas de Saúde (AIS), certamente uma das primeiras experiências de sistema mais integrado e articulado (RONCALLI, 2003). As AIS propiciaram o surgimento das Comissões Interinstitucionais de Saúde (CIS), os embriões dos atuais Conselhos de Saúde e foram a base para a implantação, mais tarde, do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), a primeira aproximação estratégica para o Sistema Único de Saúde (SUS) (RONCALLI e SOUZA, 1998). Com a previsão da eleição da Assembléia Nacional Constituinte, que se encarregaria da elaboração da nova Constituição Brasileira, é convocada a VIII Conferência Nacional de Saúde, a fim de discutir uma nova proposta de estrutura e de política de saúde para o país 19 (RONCALLI e SOUZA, 1998). Essa Conferência ocorreu em Brasília, em 1986, sendo considerada um marco e, certamente, um divisor de águas dentro do Movimento pela Reforma Sanitária (RONCALLI, 2003). Com uma participação de cerca de cinco mil pessoas, entre profissionais de saúde, usuários, técnicos, políticos, lideranças populares e sindicais, a VIII Conferência criou a base para as propostas de reestruturação do Sistema de Saúde brasileiro a serem defendidas na Assembléia Nacional Constituinte, instalada no ano seguinte. O Relatório da Conferência, entre outras propostas, destaca o conceito ampliado de saúde, a qual é colocada como direito de todos e dever do Estado. “Direito à saúde significa a garantia, pelo Estado, de condições dignas de vida e de acesso universal e igualitário às ações e serviços de promoção, proteção e recuperação de saúde, em todos os seus níveis, a todos os habitantes do território nacional, levando ao desenvolvimento pleno do ser humano em sua individualidade” (BRASIL, 1986). A Assembléia Constituinte na elaboração da nova Carta Magna, incorporou boa parte das propostas da Conferência, concretizando propostas da Reforma Sanitária no plano jurídico-institucional. A Constituição-Cidadã, como ficou conhecida, incluiu, no capítulo da Seguridade Social, a saúde como direito de todos e dever do Estado, moldando as diretrizes do SUS (RONCALLI, 2003).

O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE O SUS=

Segundo o artigo 198 da Constituição Federal (1988), é definido como um conjunto de “... ações e serviços públicos de saúde que integram uma rede regionalizada e hierarquizada, e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I. Descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II. Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III. Participação da comunidade” Também, neste momento, define-se o financiamento com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. 20 O texto constitucional demonstra claramente que a concepção do SUS baseou-se na formulação de um modelo de saúde voltado para as necessidades da população, procurando resgatar o compromisso do estado para com o bem-estar social, especialmente no que refere à saúde coletiva, consolidando-o como um dos direitos da cidadania. Apesar da definição do SUS na Constituição de 1988, sua regulamentação só veio em 19 de setembro de 1990, através da Lei 8.080, que define o modelo operacional e propõe a forma de organização e funcionamento (POLIGNANO, 2008). Essa lei foi profundamente mutilada por vetos presidenciais para alcançar a sua aprovação. Uma nova lei, a 8.142 promulgada em dezembro do mesmo ano, recuperou alguns desses vetos. Hoje, o conjunto destas duas leis define o que conhecemos como a Lei Orgânica da Saúde (LOS). O SUS, garantido pela Constituição e regulado pela LOS, prevê um sistema com princípios doutrinários e organizativos. Os princípios doutrinários dizem respeito às idéias filosóficas que permeiam a implementação do sistema e personificam o conceito ampliado e de direito à saúde, sendo eles a universalidade, eqüidade e a integralidade.

UNIVERSALIDADE=

 Coloca a saúde como um direito de cidadania e representou o sepultamento do modelo anterior em que somente os contribuintes da previdência social tinham direito à assistência. Com o SUS todos os indivíduos passaram a ter esse direito, garantido pelo Estado. É importante ressaltar que direito à saúde não significa, necessariamente, direito à assistência à saúde. A manutenção do estado de saúde requer a ação articulada de um conjunto de políticas sociais mais amplas, relativas a emprego, salário, previdência, educação, alimentação, ambiente, lazer etc. (RONCALLI, 2003).

EQUIDADE=

 Assegura que a disponibilidade dos serviços de saúde considere as diferenças entre os diversos grupos de indivíduos. Em linhas gerais, significa tratar desigualmente os desiguais, ou seja, alocando mais recursos onde as necessidades são maiores (CUNHA e CUNHA, 1998; CORDEIRO, 2001 apud RONCALLI, 2003). Na conceituação “oficial” significa “assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade que cada caso requeira, more o cidadão onde morar, sem privilégios e sem barreiras” (BRASIL, 1990). Na Constituição Federal, eqüidade foi definida como igualdade de acesso (BRASIL, 1988).

INTEGRALIDADE=

 Significa considerar a pessoa como um todo, partindo do principio que as ações de saúde procuram atender a todas as suas necessidades (POLIGNANO, 2008). Já os princípios organizativos orientam a forma como o sistema deve funcionar perante os princípios doutrinários, são eles:


REGIONALIZAÇÃO E A HIERARQUIZAÇÃO=

 Surge como conseqüência imediata do princípio da integralidade da assistência uma estrutura de diferentes níveis de complexidade, compondo uma rede hierarquizada. A hierarquização tem como base a concepção da Unidade Básica de Saúde (UBS) como “porta de entrada” do sistema. Para a maior parte dos pesquisadores da área de saúde coletiva, a rede básica responderia pela resolução de 80% dos problemas a ela demandados, sendo o restante referido ao sistema de atenção secundária e terciária (CAMPOS, 1997a; BOTAZZO, 1999 apud RONCALLI, 2003). De acordo com o parágrafo 2º do Artigo 10 da Lei 8.080, “no nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS), poderá organizar-se em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde” (BRASIL, 1990c apud RONCALLI, 2003). Já regionalização estabelece sua operacionalização a partir de uma lógica organizativa centrada nos distritos sanitários (RONCALLI, 2003), que segundo ma lei 8080/90 é uma das formas potenciais de estruturação do SUS no nível municipal, de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas para cobertura total das ações.

CONTROLE SOCIAL=

 Organiza-se a partir dos Conselhos de Saúde, estabelecidos em nível federal, estadual e municipal. Sua grande peculiaridade é a formação mista, paritária, com a presença do Estado (gestores, trabalhadores, e prestadores de serviços) e da sociedade. Hoje se confirma como uma instância de participação popular com caráter deliberativo sobre os rumos da política de saúde nas três esferas de governo.

DESCENTRALIZAÇÃO=

É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo (BRASIL, 1990c; CORDEIRO, 2001 apud RONCALLI, 2003). Parte do princípio de que a realidade local é determinante principal para o estabelecimento de políticas de saúde, tendo como estratégia fundamental a municipalização da assistência. O processo de descentralização, além de contribuir para uma organização mais racional do sistema, dinamiza o controle social na medida em que aproxima as decisões da população alvo. O caso brasileiro, tendo em conta sua extensão territorial e seus contrastes flagrantes, é expressão da necessidade de um processo descentralizador (RONCALLI, 2003).

A PARTIR DE 1990=

 O SUS, ao longo da sua existência sempre sofreu as conseqüências da instabilidade institucional e da desarticulação organizacional na arena decisória federal que aparecem para o senso comum como escassez de financiamento. No período de 1991 a 1994, com a eleição do Fernando Collor de Mello, foi implementada no Brasil uma política neoliberal-privatizante, com um discurso de reduzir as ações do estado ao mínimo. Tal discurso fundamentava-se na redução dos gastos públicos pela privatização de empresas estatais, porém na prática, essa redução de gastos atingiu a todos os setores do governo, inclusive o da saúde. Em 1994, ocorreu a desvinculação da saúde da previdência. O então Ministro da Previdência Antônio Brito, alegando não ter recursos suficientes para repassar para a área de saúde, determinou que a partir daquela data os recursos recolhidos da folha salarial dos empregados e empregadores seriam destinados somente para custear a Previdência Social. Apesar das três Leis Federais que obrigavam a previdência a repassar os recursos financeiros para o Ministério da Saúde, os mesmos não foram mais transferidos agravando a crise financeira do setor. 23 Em 1995 Fernando Henrique Cardoso (FHC) assumiu o governo, mantendo e intensificando a implementação do modelo neoliberal, atrelado à ideologia da globalização e da redução do “tamanho do estado”. A crise de financiamento do setor saúde se agravou, e o próprio ministro da Saúde (1996) reconheceu a incapacidade do governo em remunerar adequadamente os prestadores de serviços médicos. Na busca de uma alternativa econômica como fonte de recurso exclusiva para financiar a saúde, o então Ministro da Saúde - Adib Jatene - propôs a criação da CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira), que passou a vigorar a partir de 1997. Ë importante mencionar que o imposto teria uma duração definida de vigência que seria por um período de dois anos, e que os recursos arrecadados somente poderiam ser aplicados na área de saúde. No final de 1996, antes mesmo da CPMF entrar em vigor, o ministro da saúde sentiu que os seus esforços para aumentar a captação de recursos para a saúde tinham sido em vão, pois o setor econômico do governo deduziu dos recursos do orçamento da união destinados para a saúde os valores previstos com a arrecadação da CPMF, o que acabou ocasionando o seu pedido de demissão do cargo neste mesmo ano. Desde que começou a vigorar a CPMF, foram freqüentes as denúncias de desvios, por parte do governo, na utilização dos recursos arrecadados para cobrir outros déficits do tesouro. A crise de financiamento do SUS agravava a operacionalização do sistema, principalmente no que se referia ao atendimento hospitalar. A escassez de leitos nos grandes centros urbanos passava a ser uma constante. O motivo da crise foi o baixo valor pago pelos serviços prestados pelos hospitais conveniados ao SUS e a demora na liberação desses recursos. Ainda em 1996 o governo editou a NOB-SUS 01/96. As NOBs (Normas Operacionais Básicas) são normas implementadas a partir de 1991 com o objetivo de tornar mais clara a forma de operacionalizar o Sistema. A NOB-SUS 01/96 representou um avanço importante no modelo de gestão do SUS, principalmente no que se refere à consolidação da Municipalização. Esta NOB revogou os modelos anteriores de gestão propostos nas NOB anteriores (gestão incipiente, parcial e semiplena), e propôs aos municípios que se enquadrassem em dois novos modelos: Gestão Plena de Atenção Básica e Gestão Plena do Sistema Municipal. Estes modelos propuseram a transferência para os municípios de determinadas responsabilidades de gestão. 24 Essa NOB passou a vigorar efetivamente a partir de janeiro de 1998, percebendo-se claramente sua intenção de fortalecer a implantação do Programa de Saúde da Família (PSF) e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) (POLIGNANO, 2008). O PSF foi introduzido, no Brasil pelo Ministério da Saúde em 1994. Enquanto proposta concebida dentro da vigência do SUS teve, como antecedente, o PACS, lançado em 1991, onde já se trabalhava tendo a família como unidade de ação programática. Com os bons resultados do PACS, particularmente na redução dos índices de mortalidade infantil, se buscou uma ampliação e uma maior resolutividade das ações e, a partir de janeiro de 1994, começaram a ser formadas as primeiras equipes de Saúde da Família (VIANA & DAL POZ, 1999; BRASIL, 2000 a, b apud RONCALLI, 2003). O PSF foi, aos poucos, sendo tomado como prioritário dentro dos modelos propostos para a atenção básica e hoje se fala em “Estratégia da Saúde da Família” embora a denominação PSF persista (RONCALLI, 2003). Segundo Roncalli e Souza (1998) o que se configurou, no sistema de saúde a partir dos anos 90 foi uma expansão da chamada medicina supletiva, cujos maiores representantes são os planos de saúde privados. Ocorreu um fenômeno que Eugênio Vilaça chama de universalização excludente. Com o advento do SUS, a assistência à saúde foi universalizada, ou seja, não era preciso mais ser contribuinte da previdência para ter acesso aos serviços de saúde, bastava ser cidadão. Com o aumento da demanda, não foram criadas estratégias para dar conta desse aumento, nem em nível de financiamento, nem em nível de implementação de medidas racionalizadoras como a municipalização, distritalização e controle social. Assim, o SUS apenas aumentou o contingente de pessoas que se acotovelavam para ter acesso aos serviços de saúde, sem aumentar a qualidade nem a quantidade dos serviços. A chamada Medicina de Grupo cresceu a níveis assustadores nos últimos anos às expensas da falência premeditada do serviço público de saúde e da fuga da classe média dos consultórios privados, resultado do achatamento salarial, provocado pela política econômica. Este modelo de prestação de serviços é típico de países de política neoliberal, onde um mínimo de assistência é dado aos pobres e indigentes e o restante da população fica à mercê da medicina privada. A estratégia das grandes corporações médicas acabou dando certo e o que elas não tinham conseguido na Constituição acabaram conseguindo por outros meios, com a conivência do governo brasileiro. Em novembro de 1998, o governo regulamentou a lei 9656/98 sobre os planos e seguros de saúde, que fora aprovada pelo congresso nacional em junho daquele ano. Se por um lado houve uma limitação nos abusos cometidos pelas empresas, por outro a regulamentação oficializou o universalismo excludente (POLIGNANO, 2008). Dois anos 25 depois, foi criada a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como resultado da exigência da sociedade para a necessidade de se regular o setor privado devido aos excessos cometidos pelos planos de saúde. A saúde pública estava em crise, para atender suas propostas de atendimento universal e equânime era preciso orçamentos que atendessem suas demandas. Assim, fruto da luta dos movimentos sociais que foram seus articuladores e mobilizadores é aprovada a Emenda Constitucional 29/2000 (EC 29) que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. A emenda obrigou a União a investir em saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos, e os municípios, 15%. A EC 29 representou um importante avanço para diminuir a instabilidade no financiamento que o setor de saúde enfrentou a partir da Constituição de 1988 (com o não cumprimento dos 30% do orçamento da seguridade social), bem como uma vitória da sociedade na questão da vinculação orçamentária como forma de diminuir essa instabilidade (BRASIL, 2005). Em 2002 assume o poder Luís Ignácio Lula da Silva, criando uma expectativa positiva da esquerda e dos movimentos sociais brasileiros. No entanto o que se verifica é a manutenção dos pilares do modelo capitalista neoliberal, com a continuação das políticas do governo FHC voltadas à economia. A economia é mantida como carro chefe do governo, seguindo os mesmos moldes do anterior. A CPMF, até ser extinta em janeiro de 2008, continuou a ter seus recursos utilizados para outros fins que não a saúde. Uma parte desta arrecadação destinava-se à formação do chamado superávit primário, uma espécie de fundo destinado a cobrir parte das despesas financeiras anuais do governo. Apesar da continuidade da política neoliberal, importantes conquistas continuaram sendo alcançadas pela saúde pública nesse período. No dia 31 de outubro de 2007 a Câmara dos Deputados finalmente aprovou o Projeto de Lei complementar 01/2003, proposto pelo então deputado Roberto Gouveia, regulamentando a Emenda Constitucional 29/2000. Trata-se de uma vitória inegável para o Sistema Único de Saúde em diversos aspectos. Alguns deles são: - A definição clara de que os recursos da saúde sejam aplicados apenas em ações e serviços públicos de acesso universal, igualitário e gratuito; 26 - A proibição de que os recursos da saúde sejam destinados ao pagamento de servidores públicos inativos, serviços de clientela fechada, programas de alimentação e de saneamento (exceto alguns casos específicos); - Mecanismos de fiscalização e transparência das contas públicas da saúde, inclusive fortalecendo os Conselhos de Saúde; - A disposição de que a infração a essas normas configura ato de improbidade administrativa, sujeito a punição para o gestor (CEBES, 2008). A aprovação desse projeto aponta para o fortalecimento do controle social e ampliação do acesso à saúde à medida que impede que os recursos migrem para outras áreas ou projetos.

DISCUSSÃO=

 A atuação do governo com relação à saúde esteve sempre relacionada ao modelo econômico vigente. No período agro-exportador, do início do século XX, eram priorizados os espaços de circulação de mercadorias, atingindo uma pequena parcela da população urbana e excluindo o restante do país. Com a industrialização o foco se voltou para a manutenção do corpo do trabalhador, sua força de trabalho. Graças à imigração de mão-de-obra, especialmente italianos, iniciam-se as lutas por direitos trabalhistas, culminando com o surgimento da previdência social, que passou a oferecer assistência médica aos seus beneficiários. Com a unificação da previdência, sustentada pela criação do INPS, o governo estendeu seus benefícios a todos os trabalhadores urbanos. Como o sistema previdenciário não possuía estrutura e verbas suficientes para atender a toda demanda gerada, o governo direcionou-se à iniciativa privada que se fortaleceu. A partir daí começa a se desenhar uma estrutura de assistência baseada no modelo americano, fortemente vigente nas décadas seguintes, definido como hospitalocêntrico, centralizado no atendimento, medicalizante e curativista, deixando de lado todas as medidas sanitaristas e preventivas. À medida que o sistema previdenciário crescia essa dicotomia aumentava e se tornava cada vez mais evidente. Com o passar dos anos naturalmente aumentam número de beneficiários e pensionistas, determinando uma crise financeira da previdência, e consequentemente da saúde. Ressurge aqui o movimento pela reforma sanitária, com novas propostas que dariam origem ao SUS, num modelo voltado para as necessidades da população e de acesso universal. Procurando resgatar o compromisso do Estado para com o bem-estar social, especialmente no que refere a saúde coletiva, consolidando-o como um dos direitos da cidadania. O conceito de saúde se expande e incorpora outros fatores relacionados, atento aos aspectos sociais, econômicos e culturais. No entanto, o SUS enfrentou muitas dificuldades para ser implantado devido à ideologia e política econômica dos governos a partir dos anos 90, baseados na ideologia neoliberal a qual favorece o setor privado. Apesar disso a estrutura do sistema resistiu, numa dicotomia que o tornou excludente, pois, apesar de se basear na proposta da universalidade, integralidade e promoção de saúde, o 28 sucateamento da máquina pública o permitiu apenas o atendimento à população mais pobre, fortalecendo os planos privados e mantendo o modelo mercantil-curativo. Apesar do desfavorecimento, aos poucos importantes vitórias vão sendo conquistas, fortalecendo e concretizando o Sistema Único de Saúde - como a Emenda Constitucional 29 que representou um grande avanço ao diminuir a instabilidade do financiamento no setor de saúde- e diante de toda essa história de políticas públicas de saúde imediatistas, voltadas aos interesses econômicos, e curativas centralizantes que fortaleceram a iniciativa privada ao longo dos anos que o Sistema Único de Saúde vai se firmando como modelo assistencial de todos os brasileiros.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL,

 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Relatório Final da 8ª Conferência Nacional de Saúde. Brasília, 1986. BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. ABC do SUS: doutrinas e princípios. Brasília, 1990. BRASIL, Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Emenda Constitucional nº 29: um avanço significativo para o setor saúde. Disponível em: Acesso em: 08.09.2008. CEBES, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde. Conheça o manifesto "Emenda Constitucional 29: qual regulamentação?". Disponível em: Acesso em: 08.09.2008. INDRIUNAS, Luís. História da saúde pública no Brasil. Disponível em: Acesso em: 20.07.2008. PERES, Laerte Aparecido. Breve histórico das políticas de saúde deste século no Brasil. Disponível em: Acesso em: 20.07.2008. POLIGNANO, Marcus Vinícius. História das políticas de saúde no Brasil: uma pequena revisão. Disponível em: Acesso em: 20.07.2008. RAMOS, Célia Leitão. Conselhos de saúde e controle social. In: EIBENSCHUTZ, C. Política de saúde: o público e o privado. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1996. RONCALLI, Angelo Giuseppe. O desenvolvimento das políticas de saúde no Brasil e a construção do Sistema Único de Saúde. In: Pereira, A. C. Odontologia em Saúde Coletiva: planejando ações e promovendo saúde. Porto Alegre: Artmed, 2003. 31 RONCALLI, Angelo Giuseppe; SOUZA, Elizabethe Cristina Fagundes. A saúde no Brasil: trajetórias de uma política assistencial. In: Odontologia Social: textos selecionados. Natal: UFRN, 1998. SCLIAR, Moacyr. Do mágico ao social: a trajetória da Saúde Pública. Porto Alegre: L&PM Editores, 1987. VASCONCELLOS, Maria da Penha C. Memórias da saúde pública: a fotografia como testemunha. São Paulo: HUCITEC, 1995.




domingo, 10 de janeiro de 2016

 

UM SUBLIME ALGUÉM

          Ninguém poderá carregar o fardo das suas dores. Eduque-se com o sofrimento.
          Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência. Exercite o silêncio.
          Ninguém seguirá com você indefinidamente. Acostume-se com a solidão.
          Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho. Liberte-se delas com o trabalho de autoiluminação.
          Ninguém responderá pelos seus erros. Tenha cuidado no proceder.
          Ninguém suportará suas exigências. Adira à brandura e à simplicidade.
          Ninguém o libertará do arrependimento após o crime. Medite na paciência e domine os impulsos.
          Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada. Persevere no dever bem cumprido.
          Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida.  Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.
          Por você,
          Carregou o fardo do mundo...
          Compreendeu os conflitos da vida...
          Caminhou com todos...
          Socorreu a quantos O buscaram...
          Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...
          Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Cana, restituiu a saúde à Hanah...
          Carregou a Cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...
          Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e os libertou do remorso, com a concessão do trabalho em novos avatares...
          Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz, esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber, arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de caridade...
          Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
          Não se imponha, pois, a ninguém.
          Embora você dependa de todos, nada aguarde de outrem. Receba e agradeça o que lhe chegue, como chegue, ajude e passe...
          Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária e siga adiante com Ele.
 
(Do livro “Sementeira da Fraternidade”, de Divaldo Pereira Franco por Marco Prisco)
 
==========================================
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 10-01-2016
 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

QUEM TEM MEDO DO VERMELHO? (Estaria o BRASIL seguindo este caminho?)

Quem tem medo do vermelho?

(Seria este o caminho a seguir pelo BRASIL?)

Arquivado em
Mensagem em uma parede em Caracas, Venezuela.
Nas eleições parlamentares de 06 de dezembro ele votou a fome, a frustração e amargura sobre o conjunto da maioria dos venezuelanos. Ele ganhou e perdeu dignidade medo. O coração batia cérebro assustado. A bandeira da pluralidade de cores contra a bandeira vermelha de ressonâncias cruéis na memória da humanidade foi levantada.
Na Venezuela, eles morreram de 12 anos antes votaram em Chávez quando eram cerca de 85% da população de um dos países mais ricos da América, agora feitas por uma oposição heterogênea. Em seguida, Nicolas Maduro, sem esconder sua raiva, e como um cara que perdeu o jogo, disse que as luvas, a bola eo morcego tomaria: não há mais casas iria construir-los traidores, e planos para a Felicidade Suprema e Eles não poderiam ser cumpridos. 
E Nicholas, como quase todos os pós-Chávez corte, sofrem improvisação mal tudo falso; quem sabe profundo que não tocá-lo; aqueles que de repente tirar na loteria político e devemos que organizou o trap-e quem-sabe, a maior parte da fortuna. Nessa medida, os herdeiros chavistas vai deixar as costuras, note que o terno saiu. E as pessoas percebem, quase todo mundo percebe. Mas eles.
Sendo luzes tão previsíveis e curtas, nem se dão, ou tenha, pelo menos, assim parece que uma grande parte das pessoas não quer que eles; Eles não odiá-los, mas algo pior: eles não se importam. Os venezuelanos não pode ficar uma fila, um outro discurso combativo, o nepotismo ea corrupção que, embora as coisas não novos, agora gozar de impunidade quase total. Este, sem acrescentar que falar de um país sem guerra, onde mais civis morrem nas mãos de seus compatriotas.
Presidente Maduro e comitiva neochavista ter interpretado mal os acontecimentos de 06 de dezembro. E os assessores cubanos e os chefes do Palácio da Revolução, em Havana, ter feito uma boa exegese da rebelião de oito milhões de pessoas. No dia seguinte, depois relutantemente ele admitiu a derrota, e Nicholas parecia ter recebido instruções precisas: a Revolução Bolivariana não é entregue. Nos dias seguintes, ele manobrou para proteger o Bolivarismo: anunciou a transferência do controle civil de seus antigos quartéis para "fortalecer a união cívico-militar"; Ele instalou um chamar Assembleia Communal paralelo à Assembleia Nacional; Eles juraram Chavez de forma expedita como juízes para o Supremo Tribunal manobra para bloquear qualquer legislação que contrarie o executivo.
Mas os sinais de que o presidente Maduro e seu "revolucionário" estão dispostos a fazer coisas inimagináveis ​​vir e brutal Havana e não de Caracas. Raul Castro, em seu discurso no primeiro aniversário das relações Cuba-EUA era áspera; Ele desvalorizado quase todos os esforços do presidente Obama para melhorar as relações entre os dois países. Não foi o discurso de um país que vê o seu maior aliado econômico, Venezuela, em perigo de desaparecer e deve ser mais prudente, mais conciliatória. Pelo contrário, era como se a dizer, podemos continuar sem você, porque vamos ter os nossos verdadeiros adeptos, Venezuela.
Mais uma vez, no encerramento da Assembleia Nacional no final de dezembro, Raul Castro voltou a minimizar os passos do executivo norte-americano, e como se as ordens transmitidas a partir do Palácio de Convenções, disse: "Estamos convencidos de que, como o fez no 2002, para evitar que o golpe de Estado contra o presidente Chávez, o povo venezuelano ea união civil-militar não permitirá que as conquistas da revolução são desmontados e saber transformar este contratempo em uma vitória "foi consumada. E antecipação das consequências que poderiam causar nas internacionais de arena tais atrocidades contra a vontade do povo, ele acrescentou: "Apelamos à mobilização internacional em defesa da soberania e da independência da Venezuela e de cessar actos de interferência em seus assuntos internos".
Não seria melhor para Castro Maduro e de negociar com uma oposição Assembléia? Por que não acolher o outro, para os ricos? Por que não, como tem acontecido na Nicarágua, os chavistas tomar um segundo fôlego e ir para a vingança maneira pacífica e eleitoral? Vocês não compreendem que o mundo era um em 2004 e 2016 será mais um? Que uma coisa é o verdadeiro poder da maioria será emanado através de pactos, e outro, poder totalitário absoluta, o fim é sempre desastroso? Por que não dar um pouco para não perder tudo? Nicholas ainda controla o executivo, leva a maior força política na Venezuela, o MUD é só porque a união artificial de vários partidos. E Castro ainda tem um seguinte que, embora quase ninguém acredita que a "revolução" vai sobreviver, tem autenticidade histórica para fazer mudanças profundas e reter quotas importantes de poder.
Perigosamente, os governos de Cuba e Venezuela estão apostando tudo ou nada. Eles têm inconsistência e engenhosidade de um governo americano democrata que insiste no diálogo, na mão aberta enquanto mantém um punho fechado. Eles também parecem acreditar, ou quer os inocentes crean- a economia planificada e controle centralizado podem ser tiradas da miséria para milhões de pessoas que tigre asiático. Ou que o petróleo será de US $ 100 o barril. Ou que os chineses e russos, por interesses geopolíticos, vai financeiro intervir militarmente e mesmo que foram as circunstâncias.
Talvez estejamos pedindo demais de pessoas que poderiam ter adivinhado, porém, nunca sonhou em frente do seu país. Nem Hugo Chávez e Fidel Castro poderia legar ao seu carisma e Raul Maduro.Nem suas habilidades de conspiração, alta política, contatos internacionais, especialização em intrigas palacianas, alvos de tenacidade além ética. Raul Castro é um organizador eficaz dos exércitos e missões específicas, e apreciamos e goza de autoridade entre oficiais e soldados. E Nicolas Maduro foi uma simples associação, capaz de mobilizar os trabalhadores Caracas líder transporte complexa.Mas eles não são animais políticos. E isso é uma vergonha para ambos os povos. Lamentável, porque a maioria dos cubanos e venezuelanos não os odeio, mas simplesmente não querem. E não há nenhuma maneira humana que eles podem fazer amor. E não há nenhum medo de perdê-los um passo.