segunda-feira, 2 de novembro de 2015

DADIVA DE VIVER

 


DÁDIVA DE VIVER
 
Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem Divina.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...
Perdido na névoa densa, que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na Terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias e você, vivo atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as ideias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o voo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados, fazendo e desfazendo-se sob seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro- universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada da reencarnação somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres, mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
           Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver.
 -O-O-O-O- 
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Stephano, psicografia de Marie-Chantal Dufour Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação, em junho de 2005.
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domingo, 25 de outubro de 2015

NOSSO MUNDO ÍNTIMO


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NOSSO MUNDO ÍNTIMO
 

 
    Não há quem de nós não traga na alma tormentos e dificuldades a serem vencidas.
 
    No processo natural de aprendizado e de crescimento, a cada vida que iniciamos aqui na Terra, a cada vez que renascemos, trazemos os recursos que a alma adquiriu em outras experiências vividas.
 
    É natural que, nessa herança que a alma possui, tenhamos valores positivos e negativos, virtudes e paixões, na complexa estrutura de nossa intimidade emocional.
 
    Nenhum de nós pode se considerar eleito do Senhor, ou proprietário de dons divinos concedidos gratuitamente, por cujas conquistas nada fizemos.
 
    Somos apenas o resultado das nossas opções, felizes ou nem tanto, feitas ao longo das jornadas já vividas.
 
    A realidade moral e emocional que pulula em nosso mundo íntimo é a somatória de tudo o que já adquirimos.
 
    Analisando sob esse aspecto, compreendemos que é a nós mesmos, ao nosso mundo íntimo, que devemos imputar a responsabilidade das dificuldades e dos problemas, das dores e dos desafios que enfrentamos.
 
    O que nos difere uns dos outros é apenas a maneira como lidamos com a situação, com as emoções e as tendências que trouxemos para esta existência.
 
    Uma possibilidade é nos acreditarmos vítimas, cultivando a ideia de que nascemos de determinada forma e que assim iremos passar toda esta existência.
 
    Com tais pensamentos, engrossaremos as fileiras daqueles que pensam que o que trazemos em nossa intimidade é um fatalismo e, portanto, não há como mudar.
 
    Assumimos que apenas resta aprender a conviver conosco mesmos. Ante as dificuldades com nosso jeito de ser, não nos esforçamos para nos modificarmos.
 
    Nessa postura, não há como aproveitarmos os embates e oportunidades que a vida oferece como matéria de reflexão e aprendizado.
 
    Perdemos a chance de crescer com os reveses da vida. Não utilizamos a oportunidade para repensar valores, reorientar diretrizes, nos refazermos.
 
    Porém, há uma outra maneira de entendermos nosso mundo íntimo.
 
    Ao descobrirmos em nós valores e tendências que não nos agradam, ou que nos geram dificuldades, passarmos a lutar para modificá-los.
 
    Entendendo que a alma está em constante aprendizado, vermos as dores, desafios e problemas que nos chegam como convites e oportunidades de crescimento.
 
    A partir desse momento, passamos a investir na reflexão, na meditação e na análise de nossa intimidade.
 
    Começamos a tentar entender nossas ações e reações, analisando como fazer para nos tornarmos melhores.
 
    Tendo a Jesus como referência, partindo da sua proposta de amar a si mesmo e ao próximo como a lei maior da vida, vamos renovando nosso mundo íntimo.
 
    Aos poucos, substituímos as tendências perniciosas que ainda guardávamos, por valores nobres e de plenitude.
 
    Iremos, dessa forma, construindo o ser integral, pleno e em consonância com a proposta de felicidade que é o plano de Deus para nós.
 
    Investirmos em nós mesmos a fim de, no decurso da caminhada, irmos nos dando conta do quanto crescemos em qualidade, do quanto nos tornamos melhores.
 
    E, por isso, nos felicitarmos. Termos a alegria de verificar a superação de hábitos infelizes, de atos desagradáveis.
 
    Termos a certeza, enfim, de que estamos aproveitando muito bem a presente jornada reencarnatória.
 
(Redação do Momento Espírita. 

domingo, 11 de outubro de 2015

CADA UM A SUA MANEIRA

CADA UM A SUA MANEIRA
Ao ouvir a melodia e ler a letra de "MY WAY, lembrei-me de uma pessoa que poderia se encaixar perfeitamente a letra da musica, veja bem; Começou sua vida muito novo e praticamente esteve sempre sozinho enfrentando todo tipo de adversidade, mas nunca se deixou abater enfrentando sempre a sua maneira.
A cada rumo que tomava, todos eram projetados e executados sempre a sua maneira, sabendo discernir o certo e o errado seguindo sempre da melhor forma os bons costumes, mas sempre a sua maneira.
Durante o seu curso na vida soube escolher e contar com pessoas certas, convivendo com elas a sua maneira. Enfrentou tempestades e bonanças, muitos tropeços e sempre sozinho tomando nas mãos o comando do seu barco vivendo a sua maneira, aproveitando os bons ventos, seguindo os cursos das marés até encontrar seu porto seguro e a mulher amada, mas sempre vivendo a sua maneira.
Mulher, que juntos somaram forças para superar doenças, dificuldades por vezes comuns a uma vida a dois, contando também com muitas alegrias como a dadiva de serem pais, sempre juntos superando e vencendo a suas maneiras. Mulher, que durante a um período difícil, quando ele apesar de presente não teve condições de ser atuante, ela, assumiu o comando da nau da vida colocando-a na sua rota, recuperando seu curso natural e continua até hoje nas orientações das cartas náuticas da vida, desta feita a sua maneira, mostrando sua garra, toda sua determinação de uma mulher guerreira.
Hoje continuam dando exemplo a muitos casais. E lá se vão juntos por mais de quarenta e seis anos, enquanto alguns se separam e desistem logo ao encontrar a primeira pedra, eles não, aprendem a contorna-las e superar os obstáculos da vida, Eles sempre juntos, sem recorrerem a pedir ajuda, sempre sós e com muito respeito entre si, este é o segredo para uma vida a dois. O que fez com que ficassem juntos foi o amor, aceitando que cada um viva sempre a sua maneira.

                                                                           (José Marcos Rodrigues dos Santos) 08/10/2015.

SIGNIFICADO DE CRIANÇA PARA O ESPIRITISMO

 


Significado de criança para o espiritismo

Na primeira fase da vida somos crianças. Não por acaso, ao nascer, nascemos pequenos, frágeis e lindinhos. Kardec explica no Livro dos Espíritos, que o esquecimento do passado ocorre de forma providencial na reencarnação da criança, uma vez que, se os pais reconhecem no bebê de colo o inimigo do passado todo o resgate estaria comprometido. A ciência explica que a fragilidade do bebê leva não apenas a mãe, mas todos que o rodeiam a ter cuidados especiais e uma maior atenção.
 
Conforme cresce, a criança aprende com os pais conceitos de como se portar em sociedade, moral e atitudes. Algumas dessas atitudes são trazidas como parte de sua memória de vidas passadas, necessitando da atenção dos pais para corrigi-las ou incentivá-las.
 
O tempo passa, e a criança ao entrar na adolescência inicia seu processo de experiências próprias, com base em ensinamentos transmitidos pelos pais e com os apreendidos do convívio social. Cabe mais uma vez a supervisão dos progenitores, para que tudo corra bem, mas agora não na posição de “sabemos o que é melhor para você” e sim de “acho que se você fizesse desse jeito poderia dar certo”.
 
Ok, e o papel da Doutrina Espírita nessa história?
 
A Doutrina Espírita não foi feita apenas para uma faixa etária, ou um tipo de cultura. Pelo contrário, seu caráter universal serve como norteador em qualquer momento da vida. Na infância, a Evangelização Infantil, aliada às instruções paternas, desempenham seu papel na formação da criança. O papel do Evangelizador durante a primeira infância é levar às crianças os primeiros sentidos de moralidade e regras de convívio social, segundo o espiritismo.
 
Dividir brinquedos e atenção com os colegas, o sentido da prece como forma de falar com Deus, a não existência da morte, boas maneiras, respeito aos mais velhos, preservação do meio ambiente, normas de bem estar social. Tudo isso é ensinado. Em um segundo estágio, a criança interage com a escola, e em outras situações com a sociedade. A Evangelização mais uma vez direciona aqueles primeiros aspectos de convívio social, e introduz os primeiros conceitos da reencarnação. Daí para frente caminha-se em direção da filosofia espírita, da reflexão dos ensinamentos da família e do centro comparados com os apresentados pela sociedade e pelas diversas experiências.
 
Por meio desta conscientização da Evangelização, da família e do contato com o espiritismo desde as primeiras fases da vida, a formação de um homem de bem se encontra a meio caminho andado. Basta então a vontade do indivíduo em fazer o bem. As sementes já estão lá, lançadas pelos pais e evangelizadores.

domingo, 4 de outubro de 2015

CARÊNCIA DE LUZ

 



Carência de Luz
 
Vale pensar no tempo que passa, celeremente, a exigir providências efetivas para que o bem consiga alcançar o âmago da Humanidade, onde dúvidas cruéis e pessimismo vêm desestruturando mentes, consumindo vidas.
O Espiritismo é chamado à liça, a fim de apresentar o conjunto das suas lições, a força dos seus ensinamentos, como opção nova para os pés trôpegos de tantas criaturas.
Divulgá-lo é dever impostergável, conscientes que estamos da sua importância.
Vivenciá-lo é compromisso intransferível, cientes que estamos das verdades ínsitas nas suas propostas felizes.
Sem dúvida, não são muitos os que se sensibilizam com a Doutrina vigorosa que o Espiritismo alberga. Poucos se deram conta de que há muito a extrair-se do majestoso conteúdo espírita.
O Espiritismo, como entendemos na Pátria Espiritual, assemelha-se a um imenso oceano, enquanto a maioria de nós, que nos vinculamos aos seus contextos, mantemo-nos tão-só em suas praias.
Há muito que aprender, para que melhor o possamos divulgar. Há necessidade de estabelecermos ou mantermos grupos, pequenos ou grandes, de companheiros entusiasmados com essa vertente das bênçãos de Deus, chegada à Terra para renovar-nos o convite de Jesus para buscarmos a riqueza que não pode ser usurpada.
Faz-se urgente a disseminação do Pensamento Espírita, sem pieguices e acréscimos provenientes de vários contextos do Espiritualismo do mundo que, em si mesmos, não correspondem às vistas da formosa Doutrina.
Espiritismo! Quanto te necessitamos. Quanto te buscamos, muitas vezes sem utilizarmos eficiente roteiro ou metodologia adequada. O tempo de agora é o mais apropriado a esse entendimento e a essas providências divulgadoras.
O mundo carece mais do Espiritismo, do que de qualquer outra coisa. Não foi sem razão que o Codificador indagou dos Imortais sobre a possibilidade de a Doutrina Espírita vir a tornar-se crença geral ou se permaneceria partilhada por pequenos grupos, por poucas pessoas. Os guias do mundo informaram que estava chegado o tempo da expansão dos seus princípios. Seria crença geral. Seus fundamentos estão vinculados às leis naturais. Informaram que isso não se daria sem dificuldades, mas que se daria.
Assim, eis chegado o tempo do nosso esforço pessoal e institucional para que isso possa dar-se. O tempo urge. Unamo-nos por difundi-lo com maturidade, com alegria, com verdade, a fim de que os espíritas – encarnados ou não – possamos cooperar com os empenhos de Jesus Cristo, nessa quadra de graves definições e ajustes da Humanidade.
 
CAMILO

domingo, 27 de setembro de 2015

ESTRADA DA FLORESTA

              ESTRADA DA FLORESTA

As primeiras estrelas já brilham no céu,
entre os espinheiro, sussurram o vento.
Parece um encanto a floresta sob o luar,
e fábulas apaixonadas cantam para você.
Vem ver é uma estrada na floresta
que o seu nome eu conheço, venha conhece-la também.
Vem que é a estrada do coração
onde nasce o amor e que não morre jamais.
Lá entre as arvores entrelaçado nos galhos em flor
tem um ninho simples como sonha teu coração,

é lá onde viveremos o nosso grande amor.

FALA DA ESPERANÇA


 
FALA DA ESPERANÇA

            Não podemos falar de esperança, sem mencionar o trabalho que dignifica todas as coisas. Tudo o que existe está vinculado ao labor.
    Falemos, por exemplo, da esperança, mas teremos de lutar para alcançá-la, que ela conforta e traz a paz ao coração.
            Busquemos, pois, todos os dias, acertar nossa vida, aprimorando nossas ideias e consertando nossas atitudes, para que possamos alcançar a harmonia, passando a vivê-la. Eis a esperança a surgir nos caminhos de quem lida, buscando o melhor, sem que a blasfêmia saia da sua boca.
            O comum é nos alegrarmos somente quando estamos sendo agraciados com a paz, com o bem-estar; vamos, entretanto, agradecer a Deus por tudo o que recebemos, nas dimensões que o Senhor achar conveniente. Espalhar o inconveniente é responsabilizar-se pelo mal que se faz. E é nesta hora que devemos falar da esperança e da fé, e fazer a caridade, confiando nela, para que o amor nos sustente a vida.
            Devemos usar o nosso tempo no esmero, aprimorando-se cada vez mais, de maneira que a nossa vida fique mais sublimada em altos entendimentos. Comecemos logo a tarefa nos pensamentos, de modo que as nossas ideias sejam puras e a nossa atenção voltada em direção à palavra, de tal modo que ela seja purificada, fazendo crescer o bem, estendendo o amor por onde quer que seja.
            Levanta meu irmão, o teu ânimo em tudo o que fizeres e confia no Senhor, porque quando nos falta a esperança, sentimo-nos enfraquecidos nas lutas. Se o serviço é bom, vamos em frente, ajudando aos que sofrem; se o trabalho é bom, auxiliemos aos que padecem; se o trabalho é vida, laboremos todos os dias para espalhar essas bênçãos de Deus em todo o mundo.
            Acha-se entregue a nós o cuidado de fazer circular o exercício da caridade.
            Não podemos esquecer a natureza, que trabalha no silêncio, em benefício de todos, sem exigências; são as "mãos" de Deus de Deus operando por todos os meios, ajudando e servindo, ofertando paz e alegria para todos os povos: observa os frutos, a alimentação, os remédios, e mesmo as vestes, a variedade do que precisamos... Ela, a natureza, se faz mãe e nos entrega com amor e carinho, na feição de caridade, tudo o que é produto do trabalho divino.
            Compete a todos nós agradecer pelo que recebemos, e também doar  com alegria; libertemo-nos da inércia, abraçando, sem perda das horas, o serviço a fazer, que as bênçãos da luz chegarão ao ambiente do trabalho. E tudo isso ser-nos-á a grande esperança.
            Juntemo-nos ao Cristo no trabalho com Deus, porque Ele nos diz que o Pai labora sempre, e que Ele nunca parou na obra do bem universal. Se acreditamos que a vida é movimento, essa é a tarefa universal de Deus.
 
(João Nunes Maia por Miramez. In: Cura-te a ti mesmo)