domingo, 22 de novembro de 2015

GUERRA SANTA POR UM PEDAÇO DO CÉU


 

Guerra Santa por Um Pedaço do Céu

Em época em que a liberdade religiosa é pregada aos quatro ventos nos países laicos, ainda existe uma grande resistência por parte de alguns pseudo religiosos que acreditam que o deus deles é melhor, ou que a religião que a servem é a única porta de entrada para o “céu”, e que todas as demais levam ao infortúnio e pecado em vida, e ao “inferno” no desencarne.

As disputas pelos credos – muitas vezes são camufladas e, em outras tantas, são expostas publicamente nas mídias impressas e televisivas –, já geraram guerras e ceifaram a vida de milhões de inocentes no mundo todo. Ainda assim, tem quem faça parte do exército implacável, que acredita que vale qualquer preço para angariar mais ovelhas para o pastoreio do Cristo. Acreditam que o simples fato de trazerem alguém para a sua religião, pode gerar a tão sonhada salvação.

Ora, mas como isso pode ser possível se a salvação é individual, como prega a Bíblia? Essa é a questão primordial que deveria ser colocada em pauta nos meios religiosos e nas discussões acerca do tema. Esquecer de olhar a sua própria vida e, querer mudar a conduta do próximo, é como tapar os olhos e andar rumo ao despenhadeiro, é queda na certa!

Em Mateus capítulo 7 versículo 5, o recado é bem claro: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás de tirar o argueiro do olho do teu irmão.” Deus e Jesus não são representados por construções ou placas de igreja ou de centro espírita. Eles são a personificação do amor, fraternidade, paz, união, humildade e boa vontade, lições que precisam ser seguidas. De acordo com Lucas – capítulo 6, versículos 43 e 44, “não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto, cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas”.

Que a regeneração do mundo traga para o ser humano o entendimento de que ninguém deixará de viver provas e expiações na Terra, ou gozará de boa vida no plano espiritual por conta da sua doutrina, mas pelas suas ações e trabalho no bem.

Então, mãos à obra!
RENATA GIRODO – jornalista responsável pelo Jornal Verdade e Vida (ADDE)

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domingo, 15 de novembro de 2015

TEMPO E OPROTUNIDADE

 


Tempo e oportunidade
 
 
Troca-se um relógio com tempo rápido, por um relógio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros.
Troca-se um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido. Para brincar e aproveitar a vida.
*   *   *
O poema singelo é de uma jovem estudante, de alguém que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo é um dos bens mais preciosos que temos.
Nenhum dia é igual ao outro na natureza. Eles não se repetem, são únicos.
O homem é que os tornam iguais, repetitivos, cansativos, quando simplesmente se esquece de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue.
É certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanhá-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge, mas poderíamos questionar: precisamos realmente de tudo isso?
Precisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas forças?
Precisamos estar sempre pensando na competição, em ser melhores do que os outros, em estar na frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo?
Será preciso acompanhar os modismos, as novidades das mídias, para nos sentirmos bem?
Se fizermos uma análise profunda, veremos que não, que não precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agradável e feliz.
Para quem raciocina que tempo é dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo, mas para quem já aprendeu a ver que tempo é oportunidade, descobrirá que apreciar os pássaros, passar mais tempo com a família, ouvir uma boa música, ler um bom livro, são oportunidades da vida bem aproveitadas.
Um pai, ou uma mãe que tomem a resolução de abrir mão de um sucesso maior na profissão, por acreditarem que necessitam estar mais próximos dos filhos, com certeza se sentirão mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo à família, e esquecem que a sua presença, a sua atenção, o seu tempo, é o que de mais valioso podem dar a eles.
Esta existência é uma oportunidade única, e é chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui.
É chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade.
*   *   *
Que tal pensarmos: quando foi a última vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos?
Quando foi a última vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais, para nos ocuparmos com atividades filantrópicas?
Quando foi a última vez que paramos para ouvir, de corpo e alma uma música, deixando-nos penetrar pela harmonia?
Quando foi a última vez que lemos um livro nobre, uma página edificante?
Quando foi a última vez que lembramos que somos um Espírito imortal, e que nada levaremos deste mundo além das nossas conquistas morais?
Pensemos nisso.

 Redação do Momento Espírita, com base em poema de Aline
Bescrovaine Pereira, da coletânea 
Palavra viva, do Colégio Positivo,
ano 1998.

domingo, 8 de novembro de 2015

PAI, PERDOA-LHES




Pai, perdoa-lhes
 Quando ouvimos falar das derradeiras palavras proferidas por Jesus, no topo da montanha, antes de deixar o corpo chumbado à cruz, pedindo a Deus que perdoasse os Seus agressores, ficamos comovidos.
Somente um homem singular seria capaz de um gesto grandioso como esse.
Por certo, nos dias atuais, Jesus continua rogando ao Pai que perdoe aqueles que não sabem o que fazem.
Ainda hoje, mais de vinte séculos transcorridos do drama do Calvário, enormes grupos de almas humanas seguem agindo e reagindo na vida, sem saber, ao certo, o que fazem e porque fazem.
Aqueles que estão enriquecendo materialmente, graças à exploração das drogas, da sexolatria, da criminalidade, em cujo cenário de horror tombam crianças, jovens, homens e mulheres, será que sabem o que fazem?
Será que imaginam que deverão reestruturar e reerguer do caos moral, dos vícios perniciosos ou da loucura todos esses que hoje em dia se submetem como verdadeiros zumbis inconscientes?
Ao pensarmos nesses que se glorificam no mundo, recheando suas contas bancárias com o dinheiro desviado do leite destinado à infância pobre, da saúde do povo necessitado, da moradia dos que vivem ao relento, do remédio das massas enfermas, da escola de tantos analfabetos, do transporte dos que se demoram a pé, será que se dão conta do que fazem?
Será que sonham, sequer, com o tempo de devolver, moeda por moeda, ceitil por ceitil, no dizer do Cristo, aquilo que usurparam, cínica e friamente, nos dias do seu transitório poder?
Se considerarmos esses que, intelectualmente bem dotados, se utilizam do nome de Deus e dos ensinos de Jesus Cristo a fim de submeter consciências, de exercer domínio sobre os que pensam pouco, conseguindo criar terrível exército de fanáticos, capazes de quaisquer violências e barbarismos, em nome Daquele que ensinou e viveu o amor, o perdão e a paz, será que sabem o preço de sua conduta?
Será que supõem que terão necessidade de reconstruir a verdadeira confiança em Deus e no Cristo nessas almas que, desavisadas, a perderam?
Será que cogitam de um reencontro com essas pessoas, após a morte do corpo?
Não, não imaginam, é bem certo. Se tivessem a mínima percepção da gravidade de suas práticas, não o fariam...
Como vemos, o eco da voz do Celeste Guia, nascida no alto do Gólgota, encontra sentido ante os ouvidos do Pai Celeste, porque muitos, na ânsia de conquistar vitórias materiais definitivas num mundo transitório, ferem, exploram, amedrontam, usurpam, corrompem, mentem, desnaturam e sorriem, dando-se por triunfantes, exatamente porque não sabem o que fazem.
Jesus, assim, é o grande amor, pouco amado, que, no momento de profunda dor moral, fisicamente abatido e humilhado por aqueles aos quais veio amar, ainda suplicou ao Pai o necessário perdão para todos eles.
*   *   *
Jesus, ao rogar a Deus o perdão para Seus agressores, não pede uma absolvição injusta, mas uma nova chance de repararem seus erros.
Se assim não fosse, Ele não teria afirmado, em outro momento, que cada um receberia conforme as suas obras.
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Redação do Momento Espírita , com base no cap. 13, do livro Quem é o Cristo?,
 pelo Espírito Francisco de Paula Vitor, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

DADIVA DE VIVER

 


DÁDIVA DE VIVER
 
Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem Divina.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...
Perdido na névoa densa, que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na Terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias e você, vivo atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as ideias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o voo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados, fazendo e desfazendo-se sob seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro- universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada da reencarnação somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres, mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
           Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver.
 -O-O-O-O- 
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Stephano, psicografia de Marie-Chantal Dufour Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação, em junho de 2005.
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domingo, 25 de outubro de 2015

NOSSO MUNDO ÍNTIMO


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NOSSO MUNDO ÍNTIMO
 

 
    Não há quem de nós não traga na alma tormentos e dificuldades a serem vencidas.
 
    No processo natural de aprendizado e de crescimento, a cada vida que iniciamos aqui na Terra, a cada vez que renascemos, trazemos os recursos que a alma adquiriu em outras experiências vividas.
 
    É natural que, nessa herança que a alma possui, tenhamos valores positivos e negativos, virtudes e paixões, na complexa estrutura de nossa intimidade emocional.
 
    Nenhum de nós pode se considerar eleito do Senhor, ou proprietário de dons divinos concedidos gratuitamente, por cujas conquistas nada fizemos.
 
    Somos apenas o resultado das nossas opções, felizes ou nem tanto, feitas ao longo das jornadas já vividas.
 
    A realidade moral e emocional que pulula em nosso mundo íntimo é a somatória de tudo o que já adquirimos.
 
    Analisando sob esse aspecto, compreendemos que é a nós mesmos, ao nosso mundo íntimo, que devemos imputar a responsabilidade das dificuldades e dos problemas, das dores e dos desafios que enfrentamos.
 
    O que nos difere uns dos outros é apenas a maneira como lidamos com a situação, com as emoções e as tendências que trouxemos para esta existência.
 
    Uma possibilidade é nos acreditarmos vítimas, cultivando a ideia de que nascemos de determinada forma e que assim iremos passar toda esta existência.
 
    Com tais pensamentos, engrossaremos as fileiras daqueles que pensam que o que trazemos em nossa intimidade é um fatalismo e, portanto, não há como mudar.
 
    Assumimos que apenas resta aprender a conviver conosco mesmos. Ante as dificuldades com nosso jeito de ser, não nos esforçamos para nos modificarmos.
 
    Nessa postura, não há como aproveitarmos os embates e oportunidades que a vida oferece como matéria de reflexão e aprendizado.
 
    Perdemos a chance de crescer com os reveses da vida. Não utilizamos a oportunidade para repensar valores, reorientar diretrizes, nos refazermos.
 
    Porém, há uma outra maneira de entendermos nosso mundo íntimo.
 
    Ao descobrirmos em nós valores e tendências que não nos agradam, ou que nos geram dificuldades, passarmos a lutar para modificá-los.
 
    Entendendo que a alma está em constante aprendizado, vermos as dores, desafios e problemas que nos chegam como convites e oportunidades de crescimento.
 
    A partir desse momento, passamos a investir na reflexão, na meditação e na análise de nossa intimidade.
 
    Começamos a tentar entender nossas ações e reações, analisando como fazer para nos tornarmos melhores.
 
    Tendo a Jesus como referência, partindo da sua proposta de amar a si mesmo e ao próximo como a lei maior da vida, vamos renovando nosso mundo íntimo.
 
    Aos poucos, substituímos as tendências perniciosas que ainda guardávamos, por valores nobres e de plenitude.
 
    Iremos, dessa forma, construindo o ser integral, pleno e em consonância com a proposta de felicidade que é o plano de Deus para nós.
 
    Investirmos em nós mesmos a fim de, no decurso da caminhada, irmos nos dando conta do quanto crescemos em qualidade, do quanto nos tornamos melhores.
 
    E, por isso, nos felicitarmos. Termos a alegria de verificar a superação de hábitos infelizes, de atos desagradáveis.
 
    Termos a certeza, enfim, de que estamos aproveitando muito bem a presente jornada reencarnatória.
 
(Redação do Momento Espírita. 

domingo, 11 de outubro de 2015

CADA UM A SUA MANEIRA

CADA UM A SUA MANEIRA
Ao ouvir a melodia e ler a letra de "MY WAY, lembrei-me de uma pessoa que poderia se encaixar perfeitamente a letra da musica, veja bem; Começou sua vida muito novo e praticamente esteve sempre sozinho enfrentando todo tipo de adversidade, mas nunca se deixou abater enfrentando sempre a sua maneira.
A cada rumo que tomava, todos eram projetados e executados sempre a sua maneira, sabendo discernir o certo e o errado seguindo sempre da melhor forma os bons costumes, mas sempre a sua maneira.
Durante o seu curso na vida soube escolher e contar com pessoas certas, convivendo com elas a sua maneira. Enfrentou tempestades e bonanças, muitos tropeços e sempre sozinho tomando nas mãos o comando do seu barco vivendo a sua maneira, aproveitando os bons ventos, seguindo os cursos das marés até encontrar seu porto seguro e a mulher amada, mas sempre vivendo a sua maneira.
Mulher, que juntos somaram forças para superar doenças, dificuldades por vezes comuns a uma vida a dois, contando também com muitas alegrias como a dadiva de serem pais, sempre juntos superando e vencendo a suas maneiras. Mulher, que durante a um período difícil, quando ele apesar de presente não teve condições de ser atuante, ela, assumiu o comando da nau da vida colocando-a na sua rota, recuperando seu curso natural e continua até hoje nas orientações das cartas náuticas da vida, desta feita a sua maneira, mostrando sua garra, toda sua determinação de uma mulher guerreira.
Hoje continuam dando exemplo a muitos casais. E lá se vão juntos por mais de quarenta e seis anos, enquanto alguns se separam e desistem logo ao encontrar a primeira pedra, eles não, aprendem a contorna-las e superar os obstáculos da vida, Eles sempre juntos, sem recorrerem a pedir ajuda, sempre sós e com muito respeito entre si, este é o segredo para uma vida a dois. O que fez com que ficassem juntos foi o amor, aceitando que cada um viva sempre a sua maneira.

                                                                           (José Marcos Rodrigues dos Santos) 08/10/2015.

SIGNIFICADO DE CRIANÇA PARA O ESPIRITISMO

 


Significado de criança para o espiritismo

Na primeira fase da vida somos crianças. Não por acaso, ao nascer, nascemos pequenos, frágeis e lindinhos. Kardec explica no Livro dos Espíritos, que o esquecimento do passado ocorre de forma providencial na reencarnação da criança, uma vez que, se os pais reconhecem no bebê de colo o inimigo do passado todo o resgate estaria comprometido. A ciência explica que a fragilidade do bebê leva não apenas a mãe, mas todos que o rodeiam a ter cuidados especiais e uma maior atenção.
 
Conforme cresce, a criança aprende com os pais conceitos de como se portar em sociedade, moral e atitudes. Algumas dessas atitudes são trazidas como parte de sua memória de vidas passadas, necessitando da atenção dos pais para corrigi-las ou incentivá-las.
 
O tempo passa, e a criança ao entrar na adolescência inicia seu processo de experiências próprias, com base em ensinamentos transmitidos pelos pais e com os apreendidos do convívio social. Cabe mais uma vez a supervisão dos progenitores, para que tudo corra bem, mas agora não na posição de “sabemos o que é melhor para você” e sim de “acho que se você fizesse desse jeito poderia dar certo”.
 
Ok, e o papel da Doutrina Espírita nessa história?
 
A Doutrina Espírita não foi feita apenas para uma faixa etária, ou um tipo de cultura. Pelo contrário, seu caráter universal serve como norteador em qualquer momento da vida. Na infância, a Evangelização Infantil, aliada às instruções paternas, desempenham seu papel na formação da criança. O papel do Evangelizador durante a primeira infância é levar às crianças os primeiros sentidos de moralidade e regras de convívio social, segundo o espiritismo.
 
Dividir brinquedos e atenção com os colegas, o sentido da prece como forma de falar com Deus, a não existência da morte, boas maneiras, respeito aos mais velhos, preservação do meio ambiente, normas de bem estar social. Tudo isso é ensinado. Em um segundo estágio, a criança interage com a escola, e em outras situações com a sociedade. A Evangelização mais uma vez direciona aqueles primeiros aspectos de convívio social, e introduz os primeiros conceitos da reencarnação. Daí para frente caminha-se em direção da filosofia espírita, da reflexão dos ensinamentos da família e do centro comparados com os apresentados pela sociedade e pelas diversas experiências.
 
Por meio desta conscientização da Evangelização, da família e do contato com o espiritismo desde as primeiras fases da vida, a formação de um homem de bem se encontra a meio caminho andado. Basta então a vontade do indivíduo em fazer o bem. As sementes já estão lá, lançadas pelos pais e evangelizadores.